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Para além das exportações de commodities, o Brasil começa um novo momento nas relações com a China. O aumento do consumo de produtos de maior valor agregado tem aberto novas oportunidades para a nação tupiniquim, segundo o cônsul-geral em Xangai, Augusto Pestana. A mudança no padrão de consumo chinês, puxada por jovens com maior renda e hábitos mais ocidentais, vem ampliando a demanda por café, suco de laranja e vinhos brasileiros, além de carnes e outros alimentos processados.

“Quando a gente pensa em indústria alimentícia e de bebidas, o céu é o limite. Há produtores de vinhos e de sucos no Brasil que já se beneficiam dessa mudança de padrão de consumo aqui na China”, afirmou Pestana em entrevista à CNN Money durante a CIEE (China International Import Expo), uma das maiores feiras de importação do mundo que começou nesta quarta-feira (5) e vai até a próxima segunda-feira (10), em Xangai.

Ele destacou que Xangai, cidade onde está localizado o consulado-geral brasileiro, simboliza a transformação do comportamento do consumidor chinês.

“Só em Xangai são quase 10 mil estabelecimentos que vendem café. Não há nenhuma outra cidade do mundo com tantas lojas de cafés. O chinês, que antes quase não consumia café, hoje é um dos maiores demandantes internacionais”, disse.

O cônsul observa o mesmo movimento em relação ao suco de laranja, produto em que o Brasil é líder mundial em produção e exportação.

“Os chineses começaram a consumir a laranja como suco. Antes, consumiam apenas como fruta. Agora são grandes consumidores, e o Brasil, com sua capacidade de produção sustentável, tem condições de atender a esse mercado tão robusto”, afirmou.

Relações comerciais em expansão

A nova fase das exportações brasileiras à China reflete um esforço do país em diversificar a pauta comercial, tradicionalmente concentrada em commodities como minério de ferro, soja e petróleo — que ainda representam cerca de 80% das vendas ao país asiático.

Segundo Pestana, o objetivo é fortalecer a presença de marcas brasileiras na cabeça do consumidor chinês, associando-as a qualidade e competitividade.

“O futuro é estarmos mais presentes no mercado consumidor chinês. Isso vem de marcas e produtos que sejam identificados como de qualidade”, disse.

O setor de proteína animal é apontado como exemplo do avanço do Brasil no mercado chinês. Durante a CIIE, o pavilhão da carne bovina brasileira tem atraído importadores e consumidores locais, consolidando a imagem do país como fornecedor confiável e competitivo.

“O chinês, quando busca carne bovina — e eles compram cada vez mais — aplica o mesmo olhar à carne de frango, à carne suína e a outros produtos como o café. O Brasil está se posicionando como fornecedor de qualidade, e o consumidor está disposto a pagar mais por isso”, afirmou.

”O céu é o limite”

Com um mercado consumidor estimado em 400 milhões de habitantes apenas no leste da China — o dobro da população brasileira — e renda média crescente, o cônsul-geral destaca que o país oferece espaço para ampliar negócios e incluir pequenas e médias empresas brasileiras na rota das exportações.

“Isso envolve um número maior de empresas de menor porte, que são as que produzem esses produtos diferenciados. O nosso papel, junto ao Ministério das Relações Exteriores (MRE) e ao Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), é abrir mercados e criar as condições para que os resultados apareçam”, explicou.

Para Pestana, o desafio agora é transformar o momento de proximidade diplomática e comercial em resultados concretos.

“A China tem 1,4 bilhão de habitantes. Só aqui em Xangai são 400 milhões. É uma questão de articulação — e isso tem sido feito. O próximo passo é transformar essas oportunidades em negócios.”

A jornalista viajou a convite da Abiec (Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne).



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