O Brasil teve uma campanha medíocre. A palavra se encaixa com o significado de dicionário. Medíocre é algo mediano. E ponto. De seis fases possíveis, a seleção brasileira chegou na terceira fase. De cinco jogos, venceu três, empatou um e perdeu um. Vecemos adversário apáticos. Segundo o ranking da Fifa, empatamos com o sexto colocado e perdemos para o décimo nono. É uma pobreza de qualidade e repertório em comparação com o passado da Seleção Brasileira.

Desde 1990, o Brasil não caía tão cedo. Há 36 anos, fomos eliminados pela Argentina. Aprendemos e tivemos melhoras com a Seleção vencendo em 1994, vice em 1998 e pentacampeã em 2002, mas isso há 24 anos, pois desaprendemos. Teremos, portanto, até a próxima copa, o maior jejum sem mundial desde que ganhamos o nosso primeiro título. Serão 28 anos sem conquistas até o começo do Mundial de 2030. Nem entre 1970 e 1994 o período sem conquistas foi tão longo. O que Pelé pensaria disso? Não gostaria, para dizer o mínimo.

E tem mais: depois de 2002, o Brasil não sabe o que é vencer de uma seleção européia em mata-mata. Fomos eliminados por França, Holanda, Alemanha, Bélgica, Croácia e, por fim, Noruega. De Ronaldo a Neymar, de Dunga a Ancelotti, há sempre um europeu puxando o Brasil para baixo. Ou seria um Brasil que se joga num abismo de ciclo em ciclo?

Nessa Copa,  a Seleção Brasileira sofreu com erros que custaram o hexa. O ciclo foi ruim, cheio de de troca de técnicos e no comando da CBF. Carlo Ancelotti teve um rendimento muito abaixo comparado com a sua história nas ligas da Europa. Ninguém dúvida da sua qualidade como técnico, mas o trabalho com o Brasil é altamente questionável. Trocas ruins, temosia com o esquema tático em 4-2-4 durante o ciclo curto e convocações duvidosas, como seu viu no Mundial, como as de Casemiro, Marquinhos, Danillo e Alisson.

E o Neymar? Houve uma pressão para a convocação de do atacante do Santos que, mais uma vez, não mostrou o seu pontencial na Copa. Quatro Copas, quatro eliminações – excluindo a responsabilidade dele, por óbvio, na Copa de 2014 quando Neymar foi vítima de uma entrada violentíssima do lateral colombiano Zuñiga. No presente, a realidade é outra. Neymar provocou o goleiro adversário Ørjan Nyland ao bater um pênalti que não serviu de muita coisa. Perdeu tempo em discussão enquanto o tempo corria contra a Seleção em busca do gol que nunca seria achado. Neymar só “fechou o caixão” da Seleção Brasileira. Jogou mal, atrapalhou o meio do campo, marcou gol em seu quarto mundial e, por fim, se aposentou assim que o Brasil foi eliminado.

E, por falar em penalti, descobrimos do pior jeito que o Bruno Guimarães era o quarto em preferência para uma penalidade. Ancelotti revelou que Neymar, Igor Thiago e Raphinha estavam à frente na lista das preferências. Nenhum estava em campo no primeiro tempo. Guimarães bateu nove cobranças na carreira, perdeu só duas. Nesta última, Bruno bateu mal e desperdiçou um gol fundamental ao Brasil.

O dia 5 de julho de 2026 foi aquele em que nada funcionou. Martinelli não conseguiu marcar. O tão aclamado Endrick jogou e perdeu um gol feito. Gabriel Magalhães não conseguiu marcar o Haaland. Ancelotti mexeu mal no segundo tempo.

Fato é que as vitórias anteriores contra o Haiti e Escócia, principalmente, mascararam os defeitos do elenco que nunca empolgou, esteve recheado de atuações ruins de jogadores dos principais times do mundo e sofreu com lesões.

Agora, veremos uma outra seleção ser campeã por mérito puro. Não há nada mais medíocre para uma nação pentacampeã ter que acompanhar a comemoração do outro sem, ao menos, ter tido a capacidade de disputar a propriedade da maior festa do futebol.

 



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