O STF (Supremo Tribunal Federal) acostumou o país a tantas decisões heterodoxas que chega a surpreender quando opta por seguir estritamente o rito legal. 

É o que o ministro André Mendonça vem fazendo com relação ao Banco Master, em claro contraste com a atuação do relator anterior do caso, o ministro Dias Toffoli. 

Apenas nas últimas 24 horas, Mendonça desfez, em duas decisões, medidas adotadas por Toffoli.

Primeiro, ao restabelecer a autonomia da PF (Polícia Federal) na condução das investigações. Segundo, ao permitir que o Congresso Nacional também exerça seu poder investigativo.

É um bom começo, mas o verdadeiro teste de fogo de Mendonça ainda está por vir.  

Ele ocorrerá se, e quando, surgirem indícios de crimes envolvendo figuras de peso do Legislativo, do Executivo e do próprio Judiciário. 

Quando isso ocorrer, ficará claro se ele manterá o compromisso com o rito legal ou se ele será “Supremo Futebol Clube”. 



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