Após calor recorde, Sanepar conclui manobras para garantir abastecimento em Curitiba e RMC

A Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) informa que concluiu, às 17h de quarta-feira (24), manobras operacionais no Sistema Integrado de Abastecimento de Curitiba e Região Metropolitana (SAIC) para garantir o fornecimento de água tratada. A retomada do abastecimento ocorreu de forma gradativa ao longo da noite e madrugada.

Em situações como esta, a normalização tende a ocorrer primeiro nas regiões centrais e, por último, em áreas mais altas e nas pontas de rede. Por isso, mesmo com o abastecimento restabelecido, partes dos bairros Xaxim, Butiatuvinha e Santa Quitéria ainda podem apresentar oscilações pontuais de pressão durante o retorno do fluxo à normalidade — um comportamento esperado em redes extensas após períodos de alta demanda.

Para garantir segurança no atendimento, a Sanepar também manteve caminhões-pipa atuando em locais estratégicos, tanto para reforçar a rede em trechos específicos quanto para assegurar o abastecimento de hospitais e outros serviços públicos essenciais.

CALOR RECORDE – Nas últimas semanas, a região enfrenta uma onda de calor persistente e na quarta-feira, Curitiba registrou a temperatura mais alta do ano: 32,3º, segundo o  Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar). Isso, associado ao alto consumo e baixa vazão do Rio Miringuava – resultado da escassez de chuva -, afetaram o abastecimento.

“A semana do Natal, tradicionalmente marcada por maior consumo, coincidiu com temperaturas elevadas, o que ampliou ainda mais a demanda. Além disso, houve redução do fluxo do Rio Miringuava pela falta de chuva. A captação, que normalmente é de 1.200 litros por segundo, ficou em torno de 600 litros por segundo, reduzindo momentaneamente a oferta disponível”, explicou o gerente-geral da Sanepar para Curitiba, região metropolitana e Litoral, Fábio Basso.

BARRAGEM DO MIRINGUAVA – Para ampliar a segurança hídrica de Curitiba e Região Metropolitana, a Sanepar trabalha na finalização da Barragem do Miringuava, em São José dos Pinhais. No entanto, a demora na liberação de licenças ambientais por parte do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) atrasou a obra em pelo menos dois anos.

“Todas as obras de responsabilidade da Sanepar foram feitas. A infraestrutura de reservação, tratamento e distribuição já foram concluídas. Mas não foi possível colocar a represa em operação antes por esse atraso na liberações”, explica Basso.

Agora, a Sanepar entra na etapa de enchimento, previsto para os próximos dias. O processo ocorrerá em fases e dependerá do regime de chuvas; com boas condições de precipitação, a estimativa é de pelo menos nove meses para o enchimento completo.

O reservatório do Miringuava será a quinta área de reserva de água potável para o sistema e terá capacidade para armazenar até 38,2 bilhões de litros, com potencial para atender, sozinha, 650 mil pessoas.

Fonte: PARANAGOV

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