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A Polícia Civil de Goiás concluiu o caso da morte da corretora de imóveis Daiane Alves Souza, que foi assassinada e ficou desaparecida por 40 dias, em Caldas Novas, em Goiás. Durante coletiva de imprensa, na manhã desta quinta-feira (19), os investigadores afirmaram que o “crime foi premeditado”. 

As apurações policias reuniram provas suficientes para qualificar o crime dessa forma. Um dos pontos centrais das ações foi a análise de um vídeo em que Daiane é atacada pelo síndico Cléber Rosa de Oliveira do prédio onde ela morava.

Segundo a corporação, o homem teria desligado o quadro de luz do apartamento da corretora para que ela fosse até o subsolo do condomínio. Ele teria esperado ela ir ao andar para que eles se encontrassem.

A polícia aponta que, no momento em que Cleber ataca Daiane, ele já estava de luvas nas mãos, encapuzado e teria deixado a capota de uma caminhote aberta no local mais próximo de onde pretendia render ela.

Vídeo mostra momento em que corretora é atacada por síndico; veja registro

“Testemunha do próprio homicídio”

Os investigadores afirmaram que “Daiane foi testemunha do próprio homicídio”, já que o vídeo recuperado foi um dos atos decisivos para a conclusão do caso. As investigações ainda apontaram que os tiros que mataram a mulher não foram dados dentro do prédio, e sim, provavelmente, na área de mata.

Segundo o superintendente da Polícia Científica Ricardo Matos, o armamento do crime era uma pistola .380 semiautomática. Daiane foi atingida por dois tiros. Uma bala ficou alojada na cabeça da mulher e a outra saiu pelo lado esquerdo da vítima.

Cleber e o filho dele foram presos na madrugada do dia 28 de janeiro. O síndico indicou onde o corpo estava escondido, mas não quis contar para polícia sobre a dinâmica do crime durante o interrogatório.

CNN Brasil tenta contato com a defesa de Cleber e do filho para esclarecimentos do caso.

Relação entre mulher e síndico

Antes do desaparecimento, Daiane e o síndico do condomínio trocaram denúncias.

Segundo documentos obtidos pela CNN Brasil, Cléber é acusado de perseguir Daiane, entre fevereiro e outubro de 2025. As ações de perseguição começaram em novembro de 2024, após um desentendimento entre a dupla.

No documento, a promotoria alega que Daiane geria determinados imóveis dentro do condomínio onde Cleber era síndico. Em uma das locações, a mulher alugou um dos apartamentos para duas famílias, totalizando nove pessoas. No entanto, o número ultrapassou o limite máximo permitido de hóspedes por unidade no condomínio, fato que desencadeou as perseguições.

Leia também: Veja o que sabemos sobre denúncias entre desaparecida e síndico

Desaparecimento

Em 17 de dezembro, Daiane ficou incomodada com um corte de luz no apartamento onde mora e decidiu sair do local para verificar o problema. Ela desceu alguns andares de elevador e se deparou com um vizinho.

No caminho, eles conversaram e comentaram sobre o problema da falta de luz. Ao chegar no 2º andar do subsolo, eles saíram do elevador. Um vídeo mostra a interação até o momento da descida.

Leia também: Desaparecimento, prisão e morte: veja cronologia do caso de corretora em GO

O registro das imagens, no entanto, é cortado por dois minutos. Quando as filmagens aparecem novamente, Daiane volta para o elevador e já está sozinha. Ao subir, ela olha para a câmera de segurança e desce no 1º andar do subsolo.

Depois disso, ela não foi mais vista.

A Polícia Civil concluiu o caso e apresentou todos os detalhes das investigações na manhã desta quinta-feira (19).



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