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Atletas da Índia passarão a cumprir exigências antidoping mais rigorosas após a federação nacional ser enquadrada na categoria de maior risco da World Athletics — órgão internacional que rege o atletismo mundial, informou a Athletics Integrity Unit (Unidade de Integridade Atlética, em português) nesta segunda-feira (20).

O país figurou entre os dois com maior número de violações às regras antidoping no atletismo entre 2022 e 2025, o que levou o conselho da AIU a rebaixar a Federação de Atletismo da Índia da Categoria B para a Categoria A.

As federações enquadradas na Categoria A — considerada de risco máximo — passam a ter obrigações mais rígidas, incluindo a exigência de um número mínimo de testes em atletas das seleções nacionais, segundo a AIU.

“A situação de doping na Índia é de alto risco há muito tempo e, infelizmente, a qualidade do programa antidoping doméstico não é proporcional a esse risco”, afirmou o presidente da AIU, David Howman, em comunicado.

“A AFI tem defendido reformas antidoping dentro do país, mas não houve mudanças suficientes. A AIU agora trabalhará com a federação para implementar reformas que garantam a integridade do atletismo, como já fizemos com outras federações da Categoria A”, acrescentou.

A Índia, que sediará os Jogos da Commonwealth de 2030 e pleiteia receber os Jogos Olímpicos de 2036, também lidera por três anos consecutivos a lista de infratores por doping da World Anti-Doping Agency (Agência Mundial Antidoping).

Presidente da WADA, Witold Bańka esteve no país na última semana e classificou a fácil disponibilidade de substâncias para melhora de desempenho como um “problema sério”. Ele se reuniu com autoridades da polícia federal indiana para buscar apoio na interrupção das cadeias de fornecimento.

Porta-voz da AFI, Adille Sumariwalla afirmou que a entidade trabalha em conjunto com a AIU, o Ministério do Esporte e a agência nacional antidoping da Índia para enfrentar o problema.

“A AFI tem um plano sólido e defendemos a criminalização do doping no país”, disse Sumariwalla à Reuters, por telefone. “Não há problema em maior fiscalização. Mais atletas estão sendo pegos porque mais testes estão sendo realizados.”

“Estamos combatendo isso com todas as forças. Os criminosos envolvidos devem ser contidos pela polícia. Não somos a polícia; nosso papel é formular políticas, e o governo está ajudando”, completou.

Quando uma delegação indiana visitou a sede do Comitê Olímpico Internacional, em Lausanne, no ano passado, recebeu a orientação de conter o problema do doping para fortalecer a candidatura olímpica.



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