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A prefeita de Juiz de Fora (MG), Margarida Salomão (PT), decretou estado de calamidade pública na cidade, na madrugada desta terça-feira (24), após as fortes e persistentes chuvas que atingem o município. Segundo ela, nesse momento, os “bairros estão ilhados”, além do Rio Paraibuna ter saído da calha, o que é algo histórico.

Em comunicado oficial nas redes sociais, a Prefeitura de Juiz de Fora informou que já foram registrados ao menos 14 mortes e 20 soterramentos. Até o momento, são 584 milímetros de chuva acumuladas no período, que tornam o mês de fevereiro o mais chuvoso da história da cidade.

Estamos buscando salvar a vida de todo mundo que está nessa pressão duríssima. Quem tentou andar pela cidade hoje sabe que os bairros estão ilhados. Os córregos estão todos absolutamente transbordando. Então, é uma situação de calamidade. É uma situação extrema que permite medidas extremas.

Margarida Salomão (PT), prefeita de Juiz de Fora

O decreto publicado declara a situação excepcional pelo prazo de 180 dias.

A prefeita ainda afirmou que a vida é a coisa mais preciosa nesse momento. “Nós aqui estamos, nessa madrugada, nos desdobrando para socorrer as pessoas, para garantir a sua segurança, para salvar suas vidas. Que Deus nos proteja e a gente possa superar esse momento muito difícil”, completou a autoridade.

Ocorrências

Segundo o porta-voz do CBMMG (Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais), tenente Henrique Barcellos, o transbordamento do Rio Paraibuna resultou em mais de 40 chamados emergenciais em poucas horas, envolvendo inundações, soterramentos, bloqueios de vias, moradores ilhados e risco estrutural em encostas e áreas próximas ao leito do rio.

Caos em MG: temporais deixam Juiz de Fora em calamidade pública

Mais de 20 militares, além de equipes especializadas do Batalhão de Emergências Ambientais e Resposta a Desastres, com materiais de salvamento e cães de busca, foram deslocados para reforçar as operações.

As ações estão concentradas na localização de possíveis vítimas e na retirada preventiva de moradores de áreas consideradas de risco geológico. As autoridades orientam que, diante de qualquer sinal de movimentação de terra, os moradores deixem imediatamente o local e busquem abrigo seguro.

Diante dos alagamentos e deslizamentos, a prefeitura também suspendeu as aulas nas escolas municipais nesta terça-feira (24), citando dificuldades de deslocamento e riscos à segurança de alunos, professores e demais trabalhadores da educação. A recomendação é que a população evite sair de casa, salvo em situações de necessidade.

Organismos meteorológicos, como o Instituto Nacional de Meteorologia, mantêm alertas de perigo para a região, com previsão de novas precipitações intensas e ventos fortes, o que pode agravar o cenário nos próximos dias.



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