A Bélgica ainda comemora a classificação às oitavas de final da Copa do Mundo, conquistada após uma virada dramática por 3 a 2 sobre Senegal. No entanto, o lateral Timothy Castagne alertou que a equipe precisará apresentar um desempenho muito melhor diante dos Estados Unidos para seguir viva na competição.
Os belgas chegaram a estar perdendo por 2 a 0 e reagiram nos minutos finais. Youri Tielemans empatou aos 44 minutos do segundo tempo e converteu o pênalti da vitória aos 125 minutos da prorrogação.
Castagne admitiu que a equipe viveu uma montanha-russa de emoções diante de Senegal, mas fez um alerta para a sequência da competição.
“Foi uma loucura, passamos por todas as emoções. Aos 80 minutos, ninguém imaginava que tudo mudaria em cinco minutos. Mas temos muito a melhorar, porque não queremos estar nessa situação e não podemos depender de marcar dois gols em cinco minutos para nos classificarmos novamente”, afirmou.
Após o desgaste da partida, vários titulares foram preservados do treinamento desta quinta-feira (2). Tielemans, capitão da equipe, ficou fora da atividade ao lado de outros jogadores como parte do trabalho de recuperação.
O atacante Jeremy Doku voltou aos treinos após ser substituído ainda no segundo tempo contra Senegal. Já Kevin De Bruyne, que também deixou o campo na mesma etapa, não participou da atividade.
As substituições promovidas pelo técnico Rudi Garcia durante a partida foram alvo de questionamentos, mas Castagne saiu em defesa do treinador e destacou que o elenco terá oportunidades independentemente do status de cada jogador.
“Ontem vimos isso. O treinador não escolhe pelos nomes. Kevin e Jeremy foram substituídos aos 55 minutos. Isso mostra que qualquer um pode sair e qualquer um pode entrar. É preciso mostrar serviço e estar preparado”, disse.
A Bélgica enfrenta os Estados Unidos na próxima segunda-feira (6), em Seattle. Os norte-americanos garantiram a vaga ao vencer a Bósnia e Herzegovina por 2 a 0 e terão o apoio da torcida por atuarem em casa.
Ainda assim, Castagne acredita que o fator casa pode ter dois lados.
“Pode ser uma faca de dois gumes. Eles terão muito mais torcedores, mas, se as coisas começarem a dar errado, essa pressão também pode se voltar contra eles. Não tenho problema em jogar fora de casa. Quando estamos em campo, ficamos na nossa própria bolha”, concluiu.