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A transição energética já não é apenas tema de conferências internacionais, relatórios técnicos ou metas setoriais — e o Brasil, às vésperas da COP30, está no centro desse debate. A busca por soluções para transição energética vem também de cadeias que normalmente não estão associadas diretamente ao tema. O “por que fazer” deixou de ser a discussão central. A pergunta hoje é “como fazer”. O que diferencia as empresas é o quanto a promessa se converte em execução.

No Grupo L’Oréal, no Brasil, esse movimento já acontece de forma mensurável, com impacto direto na cadeia logística. A companhia amplia o uso de biometano — um combustível renovável produzido a partir de resíduos de aterros sanitários — como motor de descarbonização do transporte.

Segundo Juliana Fleming, Diretora de Operações do Grupo L’Oréal no Brasil, o biometano reúne o que mais importa: é 100% renovável, vem de resíduos orgânicos, reduz até 99,9% das emissões e é menos exposto à volatilidade do petróleo. “Essa combinação de sustentabilidade e eficiência faz dele um componente-chave na nossa estratégia de descarbonização.”

 

Logística em transição

Hoje, 100% da rota entre a fábrica e o Centro de Distribuição, em São Paulo, opera com biometano — e o combustível também cobre cerca de 80% das entregas diretas no estado. A adoção já tem efeito mensurável: 750 toneladas de CO₂ deixam de ser emitidas desde a implantação, com projeção de superar 3.500 toneladas até o fim de 2025. Para Helen, esse é o ponto central: “Inovação sustentável não é discurso: ela entrega impacto real.”

A perspectiva de impacto também se reflete no planejamento logístico — e Juliana detalha o próximo passo operacional. “Seguiremos investindo e nossa meta é que, até 2030, 60% dos itens vendidos pela empresa sejam transportados em caminhões a biometano”, completa.

Esse avanço ganha escala com a inauguração do primeiro ponto exclusivo de abastecimento de biometano da América Latina, em Jarinu. A parceria com a Gás Verde também abastece as caldeiras da fábrica — o que faz o biometano avançar não apenas na logística, mas no processamento industrial.

 

Dados que importam

Os números abaixo mostram como o uso de biometano já é realidade operacional na logística do Grupo L’Oréal no Brasil:

  • 100% da rota entre fábrica e Centro de Distribuição opera com biometano
  • 80% das entregas diretas em São Paulo usam biometano
  • 1º ponto dedicado de abastecimento de biometano da América Latina (ao lado do Centro de Distribuição, em Jarinu – SP)
  • Redução prevista: 3.500 toneladas de CO₂ em 2025
  • Meta até 2030: ampliar transporte com biometano para 60% dos itens vendidos

 

Por que biometano?

O combustível pode reduzir até 99% das emissões de Gases de Efeito Estufa em comparação ao diesel e ao gás natural. E tem outro atributo relevante: preço mais estável. Como é reajustado pelo IPCA, não sofre o mesmo nível de volatilidade do petróleo ou do câmbio.

Segundo Helen, a transição climática justa exige mobilização de toda a cadeia. “Nenhuma empresa resolve sozinha — mas pode acelerar o caminho ao mostrar o que é possível. Ao investir em biometano, influenciamos operadores logísticos, produtores de energia e o ecossistema inteiro.”

Essa perspectiva institucional se reflete em decisões de eficiência que se somam ao biometano — como a transferência do Centro de Distribuição do Rio para São Paulo, aproximando fábrica, clientes e a malha logística mais relevante. A eliminação do frete aéreo doméstico, a redução do frete aéreo internacional e a expansão da cabotagem ampliam o efeito final.

Segundo Marcel Jorand, CEO da Gás Verde, a descarbonização da cadeia logística é um desafio estratégico para o país. “Cerca de 60% das cargas do país são transportadas por rodovias, que são movidas majoritariamente a diesel, um combustível altamente poluente. O biometano surge como a alternativa mais eficaz para construirmos uma logística verdadeiramente sustentável e eficiente. Além dos benefícios ambientais e econômicos, trata-se de uma energia produzida no próprio país, que gera empregos, valoriza resíduos e movimenta a economia local”, diz.

Quando uma empresa líder de mercado coloca biometano no fluxo logístico, o debate deixa de ser sobre futuro distante — e passa a ser sobre presente mensurável.

Não se trata mais de saber se dá para reduzir as emissões — mas sim de como acelerar.



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