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É um dia muito especial para mim aqui em Belém. Participei do lançamento oficial da Plataforma da Nova Economia, uma ferramenta inédita que transforma o debate sobre transição ecológica em uma estratégia concreta de desenvolvimento.

Estou especialmente emocionada porque venho acompanhando essa construção há três anos, desde o início das conversas sobre o potencial da economia verde brasileira. Ver essa ideia se tornar realidade, e agora ser apresentada durante a COP30, é muito significativo.

A plataforma reúne dados econômicos, ocupacionais e educacionais em um sistema de inteligência territorial que mostra, estado por estado, onde estão as maiores oportunidades para gerar empregos, renda e crescimento na nova economia verde. É uma forma prática de conectar o potencial ambiental do Brasil ao desenvolvimento social e econômico.

Segundo estimativas da Systemiq, o Brasil tem potencial para criar até 28 milhões de oportunidades de trabalho e renda para transformação econlógica até 2030, considerando efeitos diretos e indiretos. Só a bioeconomia tem potencial para gerar até 8,5 milhões de vagas formais.

Essa visão territorial permite identificar as vocações produtivas de cada estado, como a Bahia e o Pará que podem ampliar a cadeia do cacau com produtos de maior valor agregado, como chocolates finos e cosméticos naturais, ou o destaque do Nordeste e do Centro-Oeste na cadeia de biocombustíveis sustentáveis de aviação.

Mais do que números, essa plataforma é um mapa vivo da transição ecológica, mostrando como o Brasil pode crescer mantendo a floresta em pé e valorizando sua força de trabalho.

Durante o CNN Prime Time, conversei com o Márcio Gomes sobre um dos grandes dilemas da sustentabilidade: como desenvolver a economia sem comprometer o meio ambiente.

Essa nova ferramenta responde justamente a essa pergunta, ao mostrar que as vantagens comparativas do Brasil, como biodiversidade, energia limpa e minerais críticos, podem se transformar em vantagens competitivas, com geração de emprego e renda em escala.

Expliquei também que o diferencial da plataforma está em cruzar dados econômicos com educacionais, indicando quais habilidades e cursos técnicos são mais necessários em cada estado para sustentar a nova economia.

Isso permite orientar políticas públicas, investimentos e programas de capacitação com base em evidências, conectando educação, emprego e sustentabilidade de forma prática.

O lançamento oficial da Plataforma da Nova Economia é resultado de uma força-tarefa que reúne o setor privado, a academia e o governo. A coordenação é da Systemiq, organização global dedicada a acelerar a transição para uma economia sustentável, da qual sou sócia-presidente na América Latina.

O projeto foi desenvolvido em parceria entre o Ministério da Fazenda, o Instituto AYA, a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) — por meio do Cedeplar — e o UK Pact, programa internacional de cooperação climática do governo britânico.



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