A polícia do Paraguai confirmou, nesta quarta-feira (17), que criminosos brasileiros participaram do mega-assalto a bancos com explosivos, na cidade de Santa Rita, a cerca de duas horas de Foz do Iguaçu.
À CNN Brasil, a corporação do país vizinho afirmou que o crime da madrugada desta terça foi cometido por um grupo híbrido de paraguaios e brasileiros.
Estima-se que cerca de 20 pessoas tenham participado do roubo. Até o momento, dois suspeitos paraguaios foram presos.
Na terça-feira (16), o comandante da Polícia Nacional do país, César Silguero, havia afirmado à reportagem que uma possível conexão dos envolvidos com o Primeiro Comando da Capital ou o Comando Vermelho estava sendo investigada.
“Pela experiência, acreditamos que poderia ser uma delas”, afirmou, evitando especificar qual das duas facções brasileiras está sendo particularmente investigada. “Vamos esperar um pouquinho mais”, completou.
Os dois suspeitos presos foram identificados durante ordens de busca e apreensão realizadas na noite de terça. Dois veículos incinerados, que a polícia acredita terem sido utilizados no ataque, também foram encontrados.
Segundo a Polícia Nacional do Paraguai, por volta das duas da manhã, o grupo de criminosos detonou explosivos em uma agência do Banco Familiar e uma do Banco GNB, e conseguiram saquear os cofres das entidades financeiras. O valor levado não foi confirmado pelas autoridades.
Posteriormente, os criminosos, que usavam armas longas, ainda tentaram invadir uma agência do banco Ueno, onde fizeram um guarda de refém. Um explosivo não detonado também foi encontrado em uma casa de câmbio.
Um policial que estava em uma viatura na região chegou a ser algemado pelos bandidos. Quando outras unidades chegaram ao local, houve troca de tiros, mas ninguém ficou ferido.