O Carnaval de Minas Gerais movimentou R$ 5,83 bilhões em 2026, valor 10% maior que o registrado no ano passado. O crescimento representa R$ 530 milhões a mais em circulação na economia mineira durante a folia em comparação com 2025.

Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (19) pelo governo do estado. O Carnaval também gerou alta nos índices de ocupação dos hotéis, tanto na capital quanto no interior.

Neste feriado, Minas Gerais teve quase 15 milhões de foliões, número 14% maior que em 2025 – quando as ruas receberam 13,2 milhões de pessoas. A capital, Belo Horizonte, registrou 6,5 milhões de foliões, meio milhão a mais que no ano passado.

O carnaval de Belo Horizonte (MG) foi um dos maiores do país em 2026, com uma programação que incluiu mais de 600 blocos desfilando pela cidade. Há eventos previstos até o dia 22 de fevereiro.

O efeito do aumento de turistas foi significativo para o setor hoteleiro. A ocupação média na capital foi de 85%, chegando a bater 92% no fim de semana de carnaval. Esse pico de lotação dos hotéis é 3,5% maior que o índice máximo registrado em 2025.

Economia de cidades históricas aquecida

A presença de foliões também foi intensa no interior de Minas Gerais, principalmente em municípios turísticos históricos, como Mariana, Tiradentes e Ouro Preto. A ocupação média dos hotéis nessas regiões chegou a 97%, segundo dados da AMIHLA (Associação Mineira de Hotéis e Lazer).

A alta procura na rede hoteleira impactou diretamente nos valores movimentados por esse setor da economia. Os preços médios das diárias – em relação a períodos fora da folia – subiram 11,2% no interior do estado, e chegaram a aumentar 15% na região de Belo Horizonte.

No Brasil todo, a expectativa de movimentação financeira com a festa foi de pelo menos R$ 18,6 bilhões.

O retorno para a economia brasileira do dinheiro investido em ações de cultura, como o Carnaval, é maior que o de algumas áreas tradicionais da indústria.

Dados da FGV (Fundação Getúlio Vargas) e da ABDI (Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial) mostram que cada real aplicado em cultura pode gerar R$ 7,59 em efeitos para a sociedade – por meio de emprego e renda. Já um real empenhado no setor de automóveis, por exemplo, impacta em R$ 3,76 a cadeia econômica.



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