A agência de classificação de risco Moody’s reduziu nesta quinta-feira (19) a nota de crédito da CSN para B2 e definiu a perspectiva em negativa, o que significa que novos cortes podem ocorrer no curto prazo.

A agência reduziu a nota citando a estrutura de capital altamente alavancada da CSN e a necessidade da companhia de “implementar iniciativas de desalavancagem para reduzir níveis de endividamento, ônus dos juros e aumentar a geração de fluxo de caixa livre, a fim de evitar riscos de refinanciamento”.

Segundo a Moody’s, enquanto a CSN não conseguir executar o plano de levantar entre R$ 15 bilhões e R$ 18 bilhões com a venda de ativos, “os indicadores de crédito permanecerão fracos e os riscos de liquidez elevados, principalmente durante períodos de volatilidade de mercado e maior aversão ao risco”.

A redução da nota pela Moody’s de Ba3 para B2 ocorreu depois que a agência Fitch cortou no início de fevereiro a recomendação da CSN de “BB” para “BB-“, colocando os ratings em observação negativa.

A CSN anunciou em meados de janeiro planos para vender o controle da sua operação de cimento, a segunda maior cimenteira do Brasil, e participações minoritárias em uma empresa a ser criada que reunirá seus ativos em infraestrutura logística.

Com as vendas, a CSN afirmou que conseguirá reduzir sua dívida líquida de R$ 37,5 bilhões em 50%.

Para a Moody’s, a liquidez da CSN é adequada, mas a queima de caixa e as necessidades vindouras de refinanciamento podem “criar risco de refinanciamento no médio prazo”.

A agência afirmou no comunicado sobre o corte do rating que a CSN tem R$ 16,5 bilhões em caixa, que a maior parte das próximas necessidades de refinanciamento são relacionadas a dívidas bancárias e que o próximo vencimento relevante de título de dívida da empresa está previsto para 2028. “Entretanto, com a atual queima de caixa, o risco de refinanciamento aumentou”, afirmou a Moody’s.



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