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O julgamento dos três policiais militares acusados pela execução de Vinícius Gritzbach, delator do PCC, nesta segunda-feira (22), foi cancelado após confusão durante a sessão. 

O bate-boca começou quando o promotor Rodrigo Merli Antunes estava interrogando um capitão da PM (Policia Militar), que participou da busca e apreensão de um dos réus citados e levantou o caso de denúncia sobre um susposto atentado contra um dos advogados.

A defesa dos acusados levantaram a questão que o fato não tem relação com o Caso Gritzbach. O Juiz decretou a suspensão do Júri, após advogados abandonarem o plenário.

O Tribunal de Justiça se manifestou por meio de nota;

“Houve abandono do plenário parte da defesa dos réus após desentendimento com o promotor, e, por isso, dissolução do conselho de sentença. O júri será redesignado para data oportuna”.

Veja trecho da entrevista com o promotor, Rodrigo Merli Antunes;

Veja trecho da entrevista com o advogado de defesa, Cláudio Dalledone Júnior;

LEIA MAIS: Caso Gritzbach: motorista expõe relação entre vítima e acusado

Como será o julgamento

Serão ouvidas 21 testemunhas, sendo nove de acusação; uma em comum ao MP e ao réu Juan; duas de defesa de Juan e Denis; duas de defesa de Denis e outras cinco de defesa do réu Fernando.

O caso será julgado pelo Juiz Rodrigo Telline de Aguirre Camargo e pelo Conselho de Sentença, composto por quatro homens e três mulheres. Os promotores de Justiça Rodrigo Merli Antunes e Vania Caceres Stefanoni representam a acusação.

Já a defesa é formada pelos advogados Renato Soares, Mauro Ribas, Nayara Gabriela Ramos Thibes, Taynara Sturaro, Cláudio Dalledone Júnior e Renan Pacheco Canto.

 

Morte do delator

Antônio Vinicius Lopes Gritzbach, de 38 anos, foi morto a tiros de fuzil no Aeroporto Internacional de Guarulhos em 8 de novembro de 2024, após um acordo de delação premiada com o Ministério Público, o qual fornecia informações de esquemas de lavagem de dinheiro, movimentações financeiras e imóveis de integrantes da facção.

Ele também teria indicado policiais militares e civis suspeitos de extorquir criminosos. A motivação do crime, segundo a polícia, estaria ligada a vingança e disputas financeiras envolvendo lavagem de dinheiro e criptomoedas.

Alegação da defesa dos PMs

Pouco antes do júri popular dos policiais militares acusados de participação na morte de Vinicius Gritzbach, a defesa dos réus Denis Antônio Martins e Ruan Silva Rodrigues protocolaram um parecer técnico. O documento contesta a perícia e a confiabilidade das provas genéticas obtidas durante o processo.

De acordo com o parecer, obtido pela CNN Brasil, houve falhas procedimentais no laudo pericial realizado no veículo VW Gol — usado pelos executores no dia do crime, sob a ótica do relatório final da Câmara Técnica de Vestígios Biológicos. O carro, encontrado abandonado próximo ao aeroporto, foi preservado e periciado no local.

 

*Com informações de Vitor Bonets, Bruna Lopes e Thomaz Coelho



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