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O TJ-SP (Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo) marcou para junho deste ano o julgamento dos três policiais acusados de participação na morte do empresário Vinicius Gritzbach. O caso ocorreu no Aeroporto de Guarulhos, na Grande São Paulo, em 2024.

As audiências dos PMs Fernando Genauro da Silva, Denis Antônio Martins e Ruan Silva Rodrigues estão previstas para acontecer entre os dias 22 e 26 de junho, no Fórum Municipal da cidade.

Em nota, a defesa do tenente Genauro afirma que demonstrará em plenário todos elementos que comprovem que ele não teve nenhuma participação no fato.

Já a do cabo Denis Antônio disse que está confiante na sessão plenária e que “será o momento de comprovar a inocência de seu cliente”.

A CNN Brasil tenta contato com a defesa de Ruan Silva Rodrigues e aguarda retorno. O espaço segue aberto.

Relembre o caso

O empresário Antônio Vinicius Lopes Gritzbach foi assassinado com dez disparos na tarde de 8 de novembro de 2024, no momento em que desembarcava no Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo.

Dias antes de morrer, Gritzbach havia prestado depoimento relatando o suposto envolvimento de policiais paulistas com integrantes do PCC. No acordo firmado, ele também teria se comprometido a revelar a hierarquia do esquema que envolveria a facção criminosa e agentes públicos.

Câmeras de segurança do aeroporto registraram dois homens descendo de um carro na área de embarque e desembarque enquanto o empresário se preparava para entrar em outro veículo.

Após o primeiro disparo, ele percebe a movimentação, tenta saltar uma mureta para se proteger, mas acaba atingido pelos tiros. O automóvel usado pelos suspeitos, semelhante ao que aparece nas imagens, foi encontrado abandonado em uma avenida próxima ao aeroporto.

Saiba detalhes da investigação

Segundo a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP), o Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) concluiu o inquérito sobre o caso, que revelou uma ampla rede criminosa.

A apuração identificou mandantes, executores e intermediários. Três policiais militares apontados como autores dos disparos foram denunciados e irão a júri popular. Ao todo, 18 PMs foram acusados, sendo que 14 seguem presos no Presídio Militar Romão Gomes.

As investigações indicam que Emílio Carlos Gongorra, conhecido como “Cigarreira”, de 44 anos, teria ordenado o crime com o apoio de Diego Amaral, o “Didi”, e de um olheiro chamado “Kauê”. A motivação estaria ligada a vingança e a disputas financeiras envolvendo lavagem de dinheiro e criptomoedas.

Apontado como ligado ao Comando Vermelho, Cigarreira teria contratado os policiais por meio do olheiro. Dois deles atuaram como atiradores e o terceiro conduziu o veículo de fuga. A Polícia Civil afirmou que cruzamentos de dados e imagens confirmaram a presença dos executores no local do homicídio.

O DHPP informou que o núcleo central do crime foi esclarecido, mas o caso segue sob sigilo, com foco na prisão de foragidos e na completa identificação da organização envolvida.

*Sob supervisão de AR.



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