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A Log, gestora e desenvolvedora de galpões logísticos, tem conseguido manter um custo de construção homogêneo em todas as regiões do Brasil, segundo Rafael Saliba, CFO e Diretor de RI da companhia, em entrevista ao CNN Money sobre os resultados do 4º trimestre de 2025.

De acordo com Saliba, a empresa construiu capacitações internas que permitem manter o mesmo padrão de custos independentemente da localização geográfica.

“Então, independe se vamos construir em São Paulo ou se vamos construir em Aracaju, para dar exemplos aqui, o nosso custo de construção é bem homogêneo”, explicou.

Além da uniformidade nos custos, o executivo destacou a capacidade da Log de administrar seus ativos com a mesma qualidade em todas as regiões onde atua.

Essa padronização resultou em um NPS (Net Promoter Score) de 79 pontos no fechamento de 2025, classificado como nível de excelência.

“Mesmo com todo esse crescimento, diversidade geográfica, a gente consegue manter esse padrão de qualidade na prestação de serviço”, ressaltou Saliba.

Infraestrutura logística no Brasil

O executivo também abordou o cenário da infraestrutura logística brasileira, destacando que o país possui um parque logístico de 170 milhões de metros quadrados, dos quais apenas 40 milhões são considerados premium classe A, categoria dos ativos desenvolvidos pela Log.

“É natural que ao atendermos nossos clientes nessa região, a gente leve, de fato, uma nova infraestrutura, uma nova realidade logística para esses corredores logísticos”, afirmou.

Saliba ressaltou ainda o impacto positivo que a empresa gera nas localidades onde atua, tanto na fase de construção quanto na operação dos galpões.

“Empregamos muita gente e tem muita proximidade e aceitação pelo poder público, nas regiões onde vamos desenvolver os ativos, pelo esse efeito multiplicador que existe, não só de geração de empregos, mas também de novos impostos”, explicou.

Estratégia de expansão

Sobre os planos de expansão para 2026, o CFO da Log explicou que a companhia segue uma lógica de captura de oportunidades, buscando regiões com menor competição e maior potencial de rentabilidade.

“Vemos um pouquinho mais de competição em áreas como São Paulo. Então, a companhia, por ter essa vantagem competitiva em áreas como o Nordeste, Oeste, Centro-Oeste, nós conseguimos de fato buscar essas oportunidades com maior nível de rentabilidade nessas regiões”, detalhou.

A empresa planeja manter sua estratégia de diversificação geográfica, com presença em todas as regiões do Brasil, mas com foco nas proximidades dos grandes centros de consumo.

Atualmente, há uma concentração um pouco maior no Nordeste, com o restante bem distribuído entre Sudeste, Centro-Oeste e Sul, além de projetos de menor volume na região Norte.



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