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Israel intensificou suas operações militares contra o Hezbollah no Líbano, tendo já atingido mais de 2 mil alvos do grupo em todo o território libanês.

Em entrevista à CNN Brasil, Rafael Rozenszajn, porta-voz das FDI (Forças de Defesa de Israel) para países de língua portuguesa, afirmou que as tropas israelenses continuarão atuando contra o grupo tanto em Israel quanto no sul do Líbano.

Segundo Rozenszajn, apenas no último dia foram atingidas 170 infraestruturas do Hezbollah.

“Nós estamos atuando no sul do Líbano, onde o grupo terrorista já lançou mais de 700 foguetes em direção ao nosso território e também em todo o território libanês através de nossa Força Aérea”, explicou.

As forças terrestres israelenses já estão operando no sul do Líbano com quatro divisões. O objetivo, segundo o porta-voz, é garantir que “terroristas não continuem lançando foguetes e se preparando para fazer uma invasão terrestre contra o território de Israel”.

Rozenszajn destacou que Israel não pode permitir que “um grupo terrorista que exija a destruição de Israel continue lançando foguetes em direção ao nosso território”.

Conflito em múltiplas frentes

O porta-voz israelense ressaltou que o país está lutando em duas frentes diferentes, tanto contra o Irã quanto contra o Hezbollah no Líbano. Ele mencionou que o grupo libanês lança cerca de 150 foguetes diariamente em direção a Israel, superando o número de projéteis lançados pelo Irã.

“O Hezbollah é treinado, armado e financiado pelo regime iraniano”, afirmou Rozenszajn, explicando que “Israel não faz fronteira com o Irã, mas o Irã fez fronteira com Israel através dos próxis aqui na região”, citando o Hezbollah no Líbano, o Hamas na Faixa de Gaza e outros grupos.

Questionado sobre a preocupação com civis libaneses, Rozenszajn afirmou que Israel adota medidas para minimizar danos à população civil, como lançamento de panfletos e ligações telefônicas para alertar sobre operações militares iminentes.

“Essa guerra não é contra os civis do Líbano, não é contra o povo libanês. Essa guerra é contra um grupo terrorista que exige a eliminação de Israel”, enfatizou.

O porta-voz destacou que cerca de um milhão de civis já evacuaram as zonas de combate, tanto no sul do Líbano quanto na região de Alidadar, em Beirut, considerada reduto do Hezbollah.

Rozenszajn ressaltou que o fato dos terroristas utilizarem civis como escudos humanos “não dá imunidade para os terroristas”, mas faz com que Israel atue “de forma cirúrgica, precisa, para atingir os terroristas”.

Quanto à duração das operações, Rozenszajn foi categórico: “Nós não vamos terminar nossos ataques enquanto o Hezbollah continuar representando uma ameaça para o Estado de Israel”.

Ele mencionou que um acordo de cessar-fogo firmado com o governo libanês em novembro de 2024 previa o desarmamento do Hezbollah, especialmente no sul do Líbano, mas isso não ocorreu.

“Nós estamos atuando nesse momento para cortar a cabeça da serpente, para acabar com esse grupo terrorista pela raiz”, concluiu.



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