Após o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) aprovar na noite de terça-feira (4) o pedido de registro e a homologação do estatuto do Partido Missão, a nova legenda brasileira planeja lançar candidatura própria de olho no eleitorado de direita não bolsonarista.

A sigla nasceu a partir de um movimento do MBL — grupo que despontou nas manifestações de rua pelo impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT) — e se alinhou a Jair Bolsonaro (PL) em 2018, mas depois rompeu em 2022 com o agora ex-presidente.

“O bolsonarismo acabou, e nós nunca nos deixamos corromper por ele. Não vamos ficar lutando para soltar o ex-presidente”, disse à CNN o presidente do Missão, Renan Santos, que foi apresentado como pré-candidato ao Palácio do Planalto.

O partido (o 30° do Brasil) deve receber na janela de transferência partidária os parlamentares do MBL que estão espalhados por outras siglas, como o deputado Kim Kataguiri (União-SP).

“Não me importo com estrutura, mas com o projeto que acredito”, disse Kim à CNN.

O Missão não terá direito a Fundo Partidário, mas terá acesso ao Fundo Eleitoral.

O “presidenciável” Renan Santos calcula que o partido terá em torno de R$ 3 milhões.

O MBL pregava contra o uso de verba pública em campanhas, mas isso mudou em 2024.

“Percebemos que não teríamos competitividade nas disputas majoritárias”, disse Kataguiri.



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