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O ex-ministro de Minas e Energia do governo Jair Bolsonaro, Adolfo Sachsida, divulgou um texto nesta sexta-feira (17) em sua conta da plataforma Substack no qual propõe uma “estratégia moderna de crescimento” para o Brasil baseada em quatro pilares: responsabilidade fiscal, reformas pró-mercado, fortalecimento institucional e integração à economia global.

A publicação ocorre em meio à formulação do plano de governo do pré-candidato a presidente pelo PL (Partido Liberal), senador Flávio Bolsonaro. A coordenação da campanha de Flávio, porém, informou à CNN que não se trata do programa de governo, mas admite que Sachsida é um dos que têm sido ouvidos para o programa.

De acordo com Sachsida, “o Brasil enfrenta hoje um desafio que exige clareza de diagnóstico, responsabilidade fiscal e compromisso inequívoco com as instituições”.

“Primeiro, responsabilidade fiscal permanente. O equilíbrio das contas públicas deve ser um compromisso de Estado, não de governo. Isso implica revisar despesas, aumentar a eficiência do gasto público e estabelecer âncoras fiscais críveis, transparentes e verificáveis. Segundo, reformas pró-mercado voltadas ao aumento da produtividade. Isso inclui a redução gradual da carga tributária sobre produção e investimento, a simplificação regulatória, a eliminação de subsídios ineficientes e o fortalecimento da concorrência em todos os setores da economia”, afirmou Sachsida em seu texto.

Sachsida também apontou a necessidade de fortalecimento institucional e integração da economia brasileira à global.

“Terceiro, fortalecimento institucional. O respeito às instituições, a autonomia técnica dos órgãos econômicos e a previsibilidade das decisões regulatórias são elementos centrais para a formação de expectativas positivas e para a redução do risco-país. Economias que crescem de forma sustentada são aquelas que protegem contratos e valorizam a estabilidade institucional. Quarto, integração competitiva à economia global. O Brasil precisa ampliar sua participação no comércio internacional, celebrar acordos comerciais estratégicos e inserir suas empresas nas cadeias globais de valor. Países que exportam mais, inovam mais e crescem mais rapidamente”, completou.

No texto, Sachsida apresenta dados críticos à atual gestão econômica, como o aumento de tributos.

“Entre janeiro de 2023 e abril de 2026, foram criados ou majorados 27 tributos — o equivalente a uma nova medida de aumento tributário a cada 37 dias. A carga tributária alcançou 32,4% do PIB em 2025, o maior valor da série histórica recente. Ao mesmo tempo, o crescimento do gasto público superou o crescimento da economia, elevando o endividamento e pressionando a taxa estrutural de juros”, disse.

Afirma ainda que “a dívida pública, que em 2022 correspondia a 71,7% do PIB, atingiu patamares próximos a 80% do PIB em 2025. Esse movimento impõe custos relevantes à sociedade: juros elevados, menor previsibilidade econômica e redução do espaço para investimentos produtivos” e afirmou que “nenhuma nação cresce de forma sustentável quando o setor público expande seus gastos em ritmo superior ao crescimento da renda nacional”.

Ele escreve também que “o diagnóstico é claro: o Brasil precisa abandonar um modelo baseado no aumento contínuo do gasto e na elevação recorrente de tributos, substituindo-o por um modelo centrado na produtividade, no investimento privado e na estabilidade institucional”.

E defende um papel central do setor privado na economia. “Nesse contexto, o setor privado deve reassumir seu papel como principal motor do crescimento econômico. Ao Estado cabe garantir estabilidade macroeconômica, investir em infraestrutura essencial, proteger a concorrência e assegurar igualdade de oportunidades — jamais substituir a iniciativa privada como agente produtivo”, disse.

E conclui dizendo que “o Brasil tem solução”.

“Em suma, o Brasil tem solução. Uma estratégia de política econômica centrada na expansão da oferta agregada possui capacidade real de promover geração de riqueza, aumento da produtividade e desenvolvimento econômico sustentável para a sociedade brasileira. Esse é o caminho da economia pelo lado da oferta — um verdadeiro projeto de reconstrução nacional.”

Veja a íntegra do texto:

“O Brasil enfrenta hoje um desafio que exige clareza de diagnóstico, responsabilidade fiscal e compromisso inequívoco com as instituições. Entre janeiro de 2023 e abril de 2026, foram criados ou majorados 27 tributos — o equivalente a uma nova medida de aumento tributário a cada 37 dias. A carga tributária alcançou 32,4% do PIB em 2025, o maior valor da série histórica recente. Ao mesmo tempo, o crescimento do gasto público superou o crescimento da economia, elevando o endividamento e pressionando a taxa estrutural de juros.

A dívida pública, que em 2022 correspondia a 71,7% do PIB, atingiu patamares próximos a 80% do PIB em 2025. Esse movimento impõe custos relevantes à sociedade: juros elevados, menor previsibilidade econômica e redução do espaço para investimentos produtivos. Nenhuma nação cresce de forma sustentável quando o setor público expande seus gastos em ritmo superior ao crescimento da renda nacional.

O diagnóstico é claro: o Brasil precisa abandonar um modelo baseado no aumento contínuo do gasto e na elevação recorrente de tributos, substituindo-o por um modelo centrado na produtividade, no investimento privado e na estabilidade institucional.

A experiência internacional mostra que o crescimento sustentável decorre da expansão da capacidade produtiva. Isso exige um ambiente institucional sólido, respeito aos contratos, segurança jurídica e previsibilidade regulatória. Investidores — nacionais e estrangeiros — não buscam privilégios, mas estabilidade, regras claras e instituições confiáveis.

Uma estratégia moderna de crescimento econômico exige quatro pilares fundamentais:

Primeiro, responsabilidade fiscal permanente. O equilíbrio das contas públicas deve ser um compromisso de Estado, não de governo. Isso implica revisar despesas, aumentar a eficiência do gasto público e estabelecer âncoras fiscais críveis, transparentes e verificáveis.

Segundo, reformas pró-mercado voltadas ao aumento da produtividade. Isso inclui a redução gradual da carga tributária sobre produção e investimento, a simplificação regulatória, a eliminação de subsídios ineficientes e o fortalecimento da concorrência em todos os setores da economia.

Terceiro, fortalecimento institucional. O respeito às instituições, a autonomia técnica dos órgãos econômicos e a previsibilidade das decisões regulatórias são elementos centrais para a formação de expectativas positivas e para a redução do risco-país. Economias que crescem de forma sustentada são aquelas que protegem contratos e valorizam a estabilidade institucional.

Quarto, integração competitiva à economia global. O Brasil precisa ampliar sua participação no comércio internacional, celebrar acordos comerciais estratégicos e inserir suas empresas nas cadeias globais de valor. Países que exportam mais, inovam mais e crescem mais rapidamente.

Nesse contexto, o setor privado deve reassumir seu papel como principal motor do crescimento econômico. Ao Estado cabe garantir estabilidade macroeconômica, investir em infraestrutura essencial, proteger a concorrência e assegurar igualdade de oportunidades — jamais substituir a iniciativa privada como agente produtivo.

Estudos técnicos indicam que a combinação entre consolidação fiscal e reformas estruturais pró-mercado possui elevado potencial para elevar a taxa de crescimento do PIB, estimular o investimento produtivo e gerar empregos formais. Mais importante ainda: tal estratégia contribui para reduzir a taxa estrutural de juros, controlar a inflação de forma duradoura e ampliar o poder de compra das famílias.

O Brasil possui recursos naturais abundantes, capital humano resiliente e um setor produtivo capaz de competir globalmente. O que falta não é potencial — é direção. Direção baseada em responsabilidade fiscal, previsibilidade institucional e confiança no empreendedor brasileiro.

A economia pelo lado da oferta não é apenas uma escolha técnica — é uma escolha institucional. Trata-se de reafirmar o compromisso com regras estáveis, respeito aos contratos e valorização do investimento produtivo. Esse é o caminho para restaurar a confiança, atrair investimentos e reconstruir o crescimento econômico sustentável. Crescimento sustentável não nasce do gasto público — nasce da produtividade.

Em suma, o Brasil tem solução. Uma estratégia de política econômica centrada na expansão da oferta agregada possui capacidade real de promover geração de riqueza, aumento da produtividade e desenvolvimento econômico sustentável para a sociedade brasileira. Esse é o caminho da economia pelo lado da oferta — um verdadeiro projeto de reconstrução nacional.”



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