Em desespero, filha denuncia superlotação no HU e pede leito para mãe internada há dias

Tomada pela angústia, uma moradora de Cascavel procurou o Portal 24h para pedir ajuda e expor a situação da mãe, internada desde sexta-feira (27) no pronto-socorro do Hospital Universitário do Oeste do Paraná.

Terezinha Belarmina Ribeiro Batista aguarda há vários dias por um leito hospitalar. Segundo a filha, além da distensão abdominal, com suspeita de obstrução intestinal, a mãe possui quadro neurológico grave, com demência, o que torna ainda mais inadequada a permanência prolongada em um ambiente agitado como o pronto-socorro.

Em vídeos publicados nas redes sociais, Fabiana Rodrigues mostra imagens da superlotação na unidade hospitalar. Nas gravações, aparecem pacientes aglomerados, macas espalhadas pelos corredores e até vasos sanitários sujos. Ela afirma que decidiu expor a situação diante do que considera descaso.

“Infelizmente a gente sabe que a situação é assim, que os hospitais vivem lotados, mas alguma coisa precisa ser feita. Não dá para aceitar que pessoas fiquem dias no pronto-socorro, ainda mais quem está em estado grave”, desabafou Fabiana.

Segundo ela, o pedido de leito foi feito ainda na sexta-feira, mas até agora não houve transferência devido à alta demanda. A família reforça que o próprio médico reconheceu que, em razão do estado neurológico da paciente, o ideal seria um ambiente mais tranquilo e adequado.

O Portal 24h entrou em contato com a assessoria do HUOP, que emitiu uma nota sobre o caso.

Veja na íntegra:

Nas últimas semanas, o HUOP, com o objetivo de reduzir a sobrecarga do Pronto-Socorro, promoveu a reorganização de sua estrutura interna. O antigo espaço do PS foi transformado em leitos de internamento coletivo, enquanto o antigo Centro de Cirurgias Programadas passou a funcionar como novo Pronto-Socorro.

Esclarecemos que a paciente em questão encontra-se internada em um desses leitos de internamento coletivo, e não no Pronto-Socorro, conforme relatado ao veículo. A instituição ratifica que a paciente segue sob monitoramento contínuo da equipe assistencial e aguarda a realização de exame de tomografia, fundamental para o diagnóstico preciso e definição dos procedimentos a serem adotados.

As mudanças realizadas no HUOP para agilizar o fluxo do paciente que chega no hospital, como esta de possibilitar enfermarias coletivas, pós recebimento no Pronto Socorro justamente por não ter outro inteiramente voltada à saúde pública, em toda região acontece para garantir uma espera melhor de quem aguarda o direcionamento interno, mas sempre, sendo acolhido, atendido e monitorado pela equipe de profissionais.

Vale ressaltar que anualmente o número de atendimentos realizados no HUOP ultrapassa a marca de 250 mil pacientes, com mais de 1 milhão e meio de exames realizados, resultado da importância do hospital em toda região, e reforçamos, o ÚNICO 100% público e ÚNICO que atende a demanda em toda a macrorregião Oeste, formada por mais de 2 milhões de pessoas, sendo referência regional para dezenas de municípios.


Fonte: PARANAGOV

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