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A mãe da jovem Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, que morreu no sábado (13), em Limeira, no interior de São Paulo, ao ser jogada de uma ponte sem corda de proteção, se pronunciou nas redes sociais após a morte da filha. Em uma publicação no Instagram neste domingo (14), Valdenia Rodrigues escreveu: “Como está me doendo sua partida”.

Maria Eduarda praticava o esporte radical conhecido como rope jumping, similar ao bungee jumping, em que a pessoa salta presa por uma corda. O caso ocorreu na trilha da Ponte do Esqueleto.

“Minha filha amada, só hoje eu quis te abraçar mais de mil vezes. Como está me doendo sua partida. Te amo eternamente, minha princesa. E muito obrigada por fazer parte da minha vida durante esses 21 anos. Que honra foi ouvir você me chamar de mãe. Deus, obrigada por esse privilégio”, escreveu nas redes sociais.

A corda, que deveria ser presa ao corpo de Maria Eduarda, foi esquecida no chão. Em vídeo que circula nas redes sociais, é possível ver o momento da queda. A vítima é carregada, de bruços, por dois instrutores enquanto um terceiro observa. Pouco antes de a jovem ser lançada, alguém que não aparece nas imagens pergunta: “É a corda, né?”

Depois que Maria Eduarda é jogada da ponte, a pessoa que grava o vídeo grita: “Gente, a corda!”. A testemunha filma o equipamento de proteção que ficou no chão.

No bungee jump, a corda deve ser presa aos pés da pessoa e produz um “efeito iôiô”. Já no rope jump, a pessoa é presa com cordas pela cintura e pelo peitoral, ficando “sentada” durante o salto.

Maria Eduarda chegou a publicar uma sequência de stories na manhã de sábado, antes do salto, nos quais mostrou pulseiras de identificação e o local da atividade. “Quem foi o doido que deixou eu vir pular de uma ponte?”, escreveu em tom de brincadeira.

A investigação do caso

Seis pessoas foram conduzidas ao Distrito Policial de Limeira para prestar esclarecimentos, sendo que três permaneceram detidas. Segundo a Secretaria de Segurança Pública (SSP), os detidos têm 27, 32 e 42 anos e foram presos em flagrante por homicídio com dolo eventual, quando não há intenção direta de matar, mas se assume o risco.

Neste domingo, 14, a Justiça converteu em preventiva a prisão dos três detidos em flagrante. A prisão preventiva não tem prazo e pode ser mantida enquanto as autoridades judiciárias julgarem necessário.

De acordo com a SSP, as investigações prosseguem para apurar as circunstâncias e eventuais responsabilidades.



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