A Polícia Civil do Rio de Janeiro efetuou a prisão de Vitor Hugo Oliveira Simonin, de 18 anos, apontado como um dos autores do estupro coletivo de uma adolescente de 17 anos em Copacabana.

O jovem se entregou nesta quarta-feira (4) no 14º DP (Copacabana), após ficar foragido. Ele é filho do advogado José Carlos Simonin, exonerado do cargo de ex-subsecretário de Governança do governo do Rio de Janeiro nesta terça-feira (3).

De acordo com o inquérito conduzido pela 12ª DP, Vitor Hugo Simonin teve papel direto na execução da “emboscada planejada”. O crime ocorreu na noite de 31 de janeiro em um apartamento localizado na Rua Ministro Viveiros de Castro, que pertence à família do próprio Vitor Hugo.

A vítima relatou em depoimento que, enquanto estava no imóvel com o ex-namorado, Simonin e outros três adultos invadiram o quarto.

Como Simonin possui 18 anos, ele responde conforme o Código Penal, enfrentando uma previsão de pena que pode variar de 8 a 12 anos de reclusão.

Até o momento, a defesa de Simonin não foi localizada para comentar as acusações. O espaço segue aberto.

Premeditação pode impactar julgamento

A CNN Brasil consultou especialistas em direito penal que afirmam que a premeditação e o planejamento do crime podem impactar significativamente o julgamento e a dosimetria da pena, tanto para os adultos quanto para o adolescente envolvido.

Veja também: Justiça aceita denúncia contra suspeitos de estupro coletivo em Copacabana

No caso do estupro em Copacabana, a Polícia Civil classificou a ação como uma “emboscada planejada“, baseando-se em mensagens de aplicativos que mostram que o encontro foi articulado previamente com o objetivo de atrair a vítima ao local.

O que diz a lei?

De acordo com o Art. 59 do Código Penal, o juiz deve considerar as circunstâncias e os motivos do crime para estabelecer a punição inicial. Um crime planejado demonstra maior culpabilidade do que um ato impulsivo.

O Art. 61, inciso II, alínea “c”, estabelece as circunstâncias agravantes, tendo expressamente descrito que cometer o crime mediante emboscada ou outro recurso que dificulte a defesa da vítima é uma circunstância que sempre agrava a pena.

O Art. 62 prevê que a pena será ainda mais agravada para o agente que promove, organiza ou dirige a atividade dos demais.

Embora o adolescente de 17 anos responda por ato infracional e não por crime comum, o planejamento também influi na medida socioeducativa aplicada pela Vara da Infância e da Juventude.



Source link

Últimas Notícias

plugins premium WordPress

MENU

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

*Gestão de Gugu Bueno e Alexandre Curi na Assembleia Legislativa é referência nacional

Deputado Gugu Bueno destaca avanço para início do novo CMEI de Sede Alvorada

Gugu Bueno inicia campanha à reeleição e reforça compromisso com os municípios do Paraná

PSD realiza neste sábado convenção estadual para oficializar Sandro Alex ao Governo

Convenção do PSD terá participação de lideranças de Cascavel e da Região Oeste

Motocicleta é encontrada abandonada no Cascavel Velho

Felipe Melo se rende a Messi e o coloca acima de Maradona: “O maior que vi”

Flávio reafirma uso eleitoreiro das tarifas dos EUA | Blogs | CNN Brasil

Polícia encontra bebê tentando mamar em mãe morta pelo marido em MG

Princípio de incêndio em quiosque mobiliza Corpo de Bombeiros na Avenida Brasil, em Cascavel