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A Justiça do Rio de Janeiro condenou à internação adolescente que participou de um estupro coletivo ocorrido em um apartamento de Copacabana, Zona Sul do Rio de Janeiro, no dia 31 de janeiro.

A decisão é da Vara da Infância e da Juventude da Capital, e considerou a gravidade da conduta e a violência empregada. Para a Justiça, o jovem planejou uma “emboscada” contra a vítima, de 17 anos, com quem ele mantinha um relacionamento afetivo.

No dia 6 de março, o adolescente se entregou à polícia e foi apreendido. Ele foi condenado à medida de internação, sem possibilidade de atividades externas por um período inicial de seis meses.

A sentença, assinada pela juíza Vanessa Cavalieri, concluiu que a “gravidade da infração e a falha da rede familiar em prover limites adequados justificam a medida extrema, visando à ressocialização do jovem e a preservação da ordem pública”. Outros quatro homens adultos também são investigados pela participação no crime.

A CNN Brasil tenta contato com a defesa do menor. O espaço segue aberto.

Os quatro adultos se tornaram réus por estupro com agravante de a vítima ser menor de idade e também por cárcere privado.

O caso

A menina recebeu mensagens de seu ex-namorado convidando-a para ir ao seu apartamento. A partir da relação de confiança, ela teria aceitado ir ao imóvel, localizado na rua Ministro Viveiros de Castro, no dia 31 de janeiro.

No momento em que eles iam entrar no apartamento, o suspeito disse estar junto de outros dois amigos e afirmou que eles iriam fazer “algo diferente”, o que a jovem disse ter recusado prontamente.

Segundo o inquérito policial, ao chegar no local, a vítima iniciou uma relação sexual consentida com o menor de idade. No entanto, o quarto em que eles estavam foi invadido pelos outros jovens, que pediram para participar do ato.

Mesmo com a negativa da vítima, houve insistência e pressão para ela ceder. A situação se agravou e evoluiu para agressões físicas e atos sexuais forçados por parte de todos os presentes.

A menina chegou a dizer que os jovens a impediram de sair do quarto para poder continuar com os abusos. Um deles chegou a confrontá-la perguntando se a mãe a via nua, já que ela estava “machucada e sangrando”.



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