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Uma pesquisa do FBSP (Fórum Brasileiro de Segurança Pública) apontou que a presença de facções criminosas em cidades da Amazônia Legal cresceu quase 50% em dois anos, impulsionada pela consolidação das rotas do narcotráfico na região. Em entrevista ao CNN 360°, Samira Bueno, diretora-executiva do Fórum Brasileiro de Segurança, afirmou que “o garimpeiro atua em parceria com o narcotráfico”, o que dificulta o enfrentamento do crime na região.

A diretora afirmou que o relatório foi entregue ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e revela que as taxas de violência na Amazônia são significativamente superiores às registradas no restante do país.

Segundo Bueno, a pesquisa destaca que a Rota do Alto Solimões, que abrange a região de Tabatinga na tríplice fronteira com Peru e Colômbia, tornou-se um ponto estratégico para o crime organizado. Esta rota, atualmente sob controle do Comando Vermelho, tem servido como porta de entrada para a expansão das atividades criminosas em áreas mais remotas da floresta.

Sobreposição de atividades criminosas

A diretora aponta que o documento evidencia uma tendência alarmante de sobreposição de crimes na região. As organizações criminosas, além de controlarem o tráfico de drogas, passaram a explorar crimes ambientais, tradicionalmente presentes na Amazônia. Esta nova dinâmica torna mais complexo o enfrentamento a atividades como o garimpo ilegal, que agora opera em parceria com o narcotráfico.

Desafios logísticos e operacionais

O estudo também aponta para os desafios logísticos enfrentados pelas forças de segurança na região. Um exemplo citado mostra que o custo de combustível para percorrer 500 quilômetros em um barco da polícia é 25 vezes maior do que o mesmo percurso realizado por uma viatura em rodovia. Esta realidade demanda uma distribuição diferenciada de recursos, considerando as peculiaridades do território amazônico.

Segundo Bueno, o Fórum apresentou ainda um conjunto de oito experiências bem-sucedidas de enfrentamento ao crime na região, envolvendo iniciativas da Polícia Federal, governos estaduais, Ministério Público e sociedade civil. Entre elas, destacam-se estratégias de autoproteção indígena, demonstrando que é possível fazer frente aos desafios de segurança na Amazônia por meio de investigação, inteligência e articulação entre diferentes agências.



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