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Belo Horizonte recebeu nesta quarta-feira (12) mais uma etapa da série “Logística no Brasil”, que percorre todas as regiões do país para debater o Plano Nacional de Logística de 2050.

O evento, organizado pelo governo federal e Infra S.A, foi realizado na sede da Fiemg (Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais), e discutiu os desafios e as oportunidades de investimentos que podem reposicionar o Sudeste como motor mais eficiente da economia nacional.

Segundo a Infra SA, a região Sudeste concentra mais da metade do PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro e abriga os principais corredores logísticos e centros industriais do país.

A abertura do evento contou com a participação do presidente da Fiemg, Flávio Roscoe, que destacou Minas Gerais como a maior malha rodoviária do país, mas que enfrenta dificuldade para ter competitividade.

“Somos o estado com a maior malha rodoviária do país e também um dos mais impactados pela falta de infraestrutura integrada. Avançar em obras estruturantes é essencial para destravar o desenvolvimento regional e nacional”, afirmou.

O secretário de Estado de Infraestrutura e Mobilidade, Bruno Barros, pontuou sobre o cenário atual dos leilões rodoviários em Minas Gerais.

“Temos senso de urgência, nunca fizemos tantos leilões rodoviários em Minas como temos feito agora. Temos a perspectiva de fazer ainda mais dois leilões rodoviários na atual gestão, e vamos continuar avançando”, declarou.

O evento foi dividido em dois momentos, o primeiro com um painel sobre, “Infraestrutura e desenvolvimento: um raio-x do Sudeste, desafios e gargalos a vencer”, e o segundo, “Logística e competitividade: o desafio de integrar as regiões do Brasil”.

Durante os debates, foi apresentado em primeira mão o Panorama Logístico do Sudeste, um painel inédito que reúne dados consolidados e análises técnicas sobre a infraestrutura da região.

O material, desenvolvido pelo Observatório Nacional de Transporte e Logística da Infra S.A., oferece um diagnóstico detalhado dos principais corredores logísticos, gargalos operacionais e potencialidades de investimento no Sudeste, servindo como referência estratégica para a tomada de decisão de gestores públicos e do setor privado.

“Debates como esses permitem que tenhamos subsídios para garantir investimentos a longo prazo, já que temos alcançado recordes de concessões hidroviárias e rodoviárias, e ainda teremos renovações de concessões que vão gerar muitos ganhos para a região sudeste’’, comentou o presidente da Infra S.A., Jorge Bastos.



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