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O Governo do Rio de Janeiro exonerou 4.033 servidores comissionados desde 24 de março de 2026, quando o desembargador Ricardo Couto assumiu interinamente o Palácio Guanabara após a saída de Cláudio Castro (PL).

Segundo dados da atual gestão obtidos pela CNN, a medida deve gerar uma economia superior a R$ 230 milhões aos cofres públicos até 31 de dezembro deste ano.

Paralelamente, seguem em andamento auditorias nas secretarias estaduais e nas entidades da administração indireta, incluindo empresas estatais dependentes e não dependentes. Novas exonerações poderão ocorrer à medida que os trabalhos forem concluídos.

De acordo com o Palácio Guanabara, as auditorias são coordenadas pela Secretaria de Estado da Casa Civil e têm como objetivo realizar um diagnóstico da administração pública, identificar riscos relevantes e propor medidas para fortalecer a governança, aprimorar os mecanismos de controle e aumentar a eficiência dos gastos públicos.

Os trabalhos são conduzidos por uma equipe técnica formada por servidores cedidos pelo Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ) e pelo Tribunal de Contas do Município do Rio de Janeiro (TCM-RJ), com profissionais de outros órgãos públicos também colocados à disposição da pasta.

As análises abrangem a execução orçamentária dos exercícios de 2025 e 2026. O prazo para conclusão é de 120 dias, podendo ser prorrogado mediante justificativa técnica.

Mudanças estruturais

Com plenos poderes, Couto promoveu uma ampla reestruturação administrativa liderada pela Casa Civil. Além das auditorias, a pasta extinguiu três subsecretarias e centenas de cargos comissionados. A secretaria, que inicialmente contava com 1.692 servidores comissionados, já acumula mais de 800 exonerações.

Entre as medidas adotadas está a transferência das subsecretarias de Gestão de Pessoas; Projetos Estratégicos e Pacto RJ; Controle de Divisas (Operação Foco); Políticas Inclusivas; e Gestão Portuária e Atividades Navais para outras estruturas da administração estadual. Considerando as exonerações e as transferências de servidores, a Casa Civil reduziu em 60,4% o número de cargos ocupados em relação ao cenário inicial.

As medidas de austeridade também alcançaram outras despesas administrativas. Os gastos com combustíveis utilizados nos deslocamentos de gestores do primeiro escalão caíram de aproximadamente R$ 93 mil, em março deste ano, para R$ 49 mil, em junho, uma redução de 47%.



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