Na COP30, o MDA (Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar) vai apresentar um programa que incentiva a recuperação de áreas degradadas por meio de sistemas agroflorestais. A conferência inicia oficialmente na próxima segunda-feira (10), em Belém (PA).
A ideia é que outros países possam se inspirar no modelo de desenvolvimento sustentável da floresta e implementá-los em sua região.
As agroflorestas combinam dois objetivos: gerar renda para as pessoas que vivem na floresta e contribuir com a solução climática a partir da recuperação de florestas. Nesse tipo de sistema, os produtores conciliam a produção agrícola sem desmatar a floresta, plantando os alimentos sazonais.
O Programa Nacional de Florestas Produtivas já recebeu aporte de R$ 426 milhões, que devem beneficiar cerca de 31,6 mil famílias. Desse total, R$ 150 milhões foram aplicados pelo BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social).
Outros R$ 50 milhões foram disponibilizados pela Caixa. O programa também contém R$ 52 milhões provenientes do MDA.
De acordo com o ministro do MDA, Paulo Teixeira, o Programa Nacional de Florestas Produtivas estava sendo implementado em caráter experimental desde 2024 com recursos aportados pela própria pasta. Na COP30, o ministério e os órgãos parceiros vão oficializar os contratos com os agricultores familiares.