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Um empresário de Balneário Camboriú afirma ter sido surpreendido na tarde desta segunda-feira (19) ao tentar retirar um Porsche 911 Carrera vermelho, avaliado em cerca de R$ 1,5 milhão, que estava apreendido na Autarquia Municipal de Trânsito (BC Trânsito). Segundo ele, ao chegar ao local para regularizar a situação, foi informado de que o veículo já havia sido liberado e não se encontrava mais no pátio.
De acordo com o relato do proprietário, o carro teria sido recolhido por uma suposta irregularidade relacionada ao ruído do escapamento. No entanto, ao comparecer à autarquia para resolver a pendência, servidores informaram que um terceiro já havia feito a retirada do automóvel mediante apresentação de documentos. O empresário afirma que desconhece quem teria retirado o veículo e sustenta que foi usada uma procuração falsa, com selo igualmente suspeito.
Vídeos divulgados nas redes sociais mostram o empresário cobrando explicações e afirmando que nem mesmo os funcionários do órgão teriam conseguido esclarecer o ocorrido. Diante da situação, ele procurou a Polícia Civil e registrou boletim de ocorrência. O caso passou a ser investigado como possível estelionato, envolvendo uso de documento falso.
Versão da autarquia
Em nota oficial, a BC Trânsito negou qualquer irregularidade no procedimento e esclareceu que o Porsche foi removido de circulação em 21 de novembro de 2025 por débitos de licenciamento acumulados desde 2023, que ultrapassariam R$ 60 mil — e não por emissão de ruído, como alegado pelo empresário.
Segundo a autarquia, no dia 9 de janeiro de 2026 o veículo foi devidamente licenciado e, na mesma data, um terceiro compareceu ao órgão portando uma procuração pública que lhe concedia poderes para a liberação. Após a conferência da documentação exigida pelo Detran/SC, o carro foi liberado e retirado do pátio.
A BC Trânsito afirmou ainda que atua estritamente dentro da legalidade e que não tem responsabilidade sobre a relação entre o proprietário do veículo e o portador da procuração. Quanto à suspeita de fraude, o órgão informou que o caso é de competência da Polícia Civil e que está à disposição para colaborar com as investigações.
A Polícia Civil segue apurando os fatos para esclarecer se houve falsificação de documentos e quem, de fato, ficou com o veículo de alto valor.
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