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Relatórios da CPMI do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) e a limitação de Alexandre de Moraes ao trabalho do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) escancaram a politização das investigações sobre crimes graves no Brasil. 

Na CPMI que investiga o escândalo das fraudes contra aposentados, são mais de seis mil páginas de dois relatórios que refletem a disputa entre adversários políticos, com versões eleitoreiras e zero consenso sobre responsabilidades. 

No STF (Supremo Tribunal Federal), a decisão de Alexandre de Moraes que impõe freios à atuação do Coaf, xerife das operações financeiras suspeitas, coloca em xeque o uso de dados financeiros nas investigações, enfraquecendo a ferramenta clássica contra o crime, o follow the money.

Na prática, isso abre espaço para questionamentos e até anulações de investigações em curso. 

No encontro desses dois movimentos, o que se desenha não é mais clareza e combate a crimes, e sim mais controle sobre o avanço de investigações. 

O risco não é apenas de impunidade, é de perda de credibilidade de todo o sistema. 



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