Ao monitorar a escalada da guerra no Irã, o governo brasileiro tem mantido contato com embaixadas em pelo menos dez países da região. A movimentação está sendo coordenada pelo Itamaraty, que ainda avalia a situação no país como imprevisível.
A preocupação do Brasil é maior em relação ao Líbano, onde está a maior comunidade brasileira do Oriente Médio, com cerca de 20 mil pessoas.
Nesta segunda-feira (2), o porta-voz das Forças Armadas de Israel afirmou que “todas as opções seguem em aberto”, ao ser questionado sobre a possibilidade de uma operação terrestre no Líbano, após a abertura de uma nova frente de conflito para o país.
Após os ataques ao Irã, o governo brasileiro reiterou um apelo por “máxima contenção” entre as partes e defendeu as negociações diplomáticas como o único caminho para a paz.
O Itamaraty também alertou que a escalada de hostilidades representa uma grave ameaça à paz e à segurança internacionais, com possíveis impactos humanitários e econômicos.
As embaixadas brasileiras na região seguem acompanhando a situação de perto e mantendo contato com as comunidades de brasileiros nos países afetados, sem previsão de evacuação dessas pessoas.
Trump
Ainda não há data marcada para um eventual encontro entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a despeito da expectativa nos bastidores do governo e, agora, apreensão diplomática em torno dos ataques ao Irã.
A reunião vem sendo articulada para a segunda quinzena de março, em Washington, após seguidos contatos telefônicos entre os dois líderes e um encontro na Malásia, em outubro do ano passado.