A Polícia Federal retira credenciais de um agente de imigração dos Estados Unidos que atuava no Brasil. É uma resposta direta ao que os americanos fizeram com o policial brasileiro que teria atuado na prisão de Alexandre Ramagem.
Na prática, é uma retaliação em nome da reciprocidade com baixo ruído diplomático.
O problema é que lidamos hoje com as versões do que aconteceu. A versão americana é mais carregada de política. A do Brasil, em ano eleitoral, vai necessariamente demandar tom mais político do governo sobre tratamento que a administração Trump der ao país.
No mundo todo, aproximação com o presidente americano, Donald Trump, se provou “tóxica” e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), sabendo disso, começa a jogar fora a “química” entre os dois. Com a eleição chegando, Lula sinaliza que vai deixar para Flávio Bolsonaro o ônus da aliança por escolha com o republicano.
No final das contas, entre retiradas de credenciais e posts nas redes sociais, Ramagem segue foragido nos Estados Unidos, sem cumprir a pena de 16 anos de prisão da condenação pela trama golpista.