As duas principais campanhas presidenciais testaram sua resistência nas últimas semanas. Luiz Inácio Lula da Silva (PT) enfrentou o avanço do caso Master sobre o núcleo do governo com as investigações contra Jaques Wagner.
Flávio Bolsonaro viveu a maior crise interna da campanha desde o caso Daniel Vorcaro, com o praticamente rompimento público com Michelle Bolsonaro.
As pesquisas sugerem que nenhuma das duas crises produziu, até agora, uma mudança dramática no quadro eleitoral. Mas elas também revelam que ambas deixaram cicatrizes.
Na campanha de Flávio, a avaliação é que a recuperação do desgaste provocado pelo caso Vorcaro foi interrompida pelo vídeo de Michelle. A prioridade agora é buscar alianças, ganhar tempo de TV e reposicionar Flávio mais ao centro, sem romper com a base bolsonarista.
Do lado de Lula, o desafio é torcer para que o caso Master seja apenas um episódio e não contamine a imagem do governo. Em julho, as campanhas ainda administram crises.
Em outubro, o eleitor vai julgar trajetórias. E entre uma coisa e outra, há uma campanha inteira pela frente.