A redução da jornada de trabalho começa a virar realidade. A aprovação da PEC nesta quarta-feira (22) na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) da Câmara abriu oficialmente sua tramitação no Congresso e nem mesmo quem é contrário à ideia admite votar contra ela, dado o seu caráter popular em um ano eleitoral.
A disputa, agora, será pelo conteúdo da proposta. Os setores econômicos atingidos vão lutar por uma regra de transição, pela aplicação da medida de acordo com as características de cada área e pela desoneração da folha de pagamento para compensar os custos aos empregadores, estimados em dezenas de bilhões.
O governo não quer esse debate. O objetivo do Palácio do Planalto é aprovar a proposta o mais rápido possível para transformá-la na bala de prata que evite que Lula termine sua carreira política com uma derrota — cenário que as pesquisas hoje indicam como possível e provável.