O líder da Venezuela, Nicolás Maduro, afirmou que drogas produzidas em outros países da região estão sendo traficadas através do Equador e associou o trânsito ao presidente do país, Daniel Noboa.
Em meio às crescentes tensões com os EUA devido aos ataques a embarcações no Caribe e no Pacífico, no que o governo Trump considera uma luta contra o narcotráfico, Maduro defendeu as políticas antidrogas venezuelanas e destacou as apreensões realizadas dentro do país.
Ele afirmou, no entanto, que “todas as drogas produzidas na Colômbia, no Peru e algumas na Bolívia saem pelo Equador” em “navios e por meio das empresas do presidente Noboa”.
“As agências de inteligência policial dos Estados Unidos sabem disso, o FBI sabe disso, a DEA (Administração de Combate às Drogas dos EUA) sabe disso, os militares dos EUA sabem disso”, insistiu ele em seu programa semanal Con Maduro+, transmitido pelo canal estatal VTV.
Em resposta, o Ministério das Relações Exteriores do Equador afirmou que o Governo “rejeita as declarações falsas do governante autocrático e ilegítimo da Venezuela, Nicolás Maduro, que acusou o país de ser uma rota para o tráfico de drogas para o exterior”.
A declaração, que não abordou as acusações diretas contra Noboa, acrescentou que o Equador “está implementando uma política firme de combate ao crime organizado e ao narcoterrorismo, com resultados reconhecidos internacionalmente”.
O Equador faz fronteira com a Colômbia e o Peru, os dois maiores produtores mundiais de cocaína.
Com diversos portos ao longo de sua costa e uma economia dolarizada, o país tornou-se um importante ponto de trânsito para rotas de narcotráfico nos últimos anos.
O Ministério das Relações Exteriores do Equador declarou que o país “continuará travando essa guerra, trabalhando com determinação e resolução ao lado de países e organizações que combatem o narcotráfico em todas as suas formas”.
O governo Noboa também declarou que “é inaceitável que um governante ditatorial, sem qualquer legitimidade democrática e ligado ao Cartel dos Sóis, tente desacreditar os esforços de um país comprometido com a segurança regional”.