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O Ministério Público do Paraná cumpriu um mandado de prisão contra um médico que teria apropriado uma sala para uso próprio, além da prática de ameaças e perseguição contra outros servidores públicos. A ação foi feita na última quarta-feira (17), em Itaúna do Sul.  

Segundo o MPPR, o médico Rodrigo Felipe Amparado teria se apropriado de uma sala no hospital, onde dormia com a esposa durante os plantões, além de práticas de irregularidades cometidas por ele no estabelecimento, impondo um regime de arbitrariedades tal que uma testemunha chegou a comparar a rotina do hospital a um “filme de terror”. 

Ainda segundo o posicionamento do órgão, a secretária municipal de Saúde de Itaúna do Sul buscou sanar algumas das irregularidades, o que teria feito o médico se revoltar, passando a perseguir a ela e seus familiares, inclusive fazendo ameaças de morte. 

Assim, foi instaurada uma investigação que acabou culminando nas buscas e apreensões e pela prisão preventiva do investigado, que foram cumpridas nesta quarta (17). 

O Tribunal de Justiça informou à CNN Brasil que o processo está em sigilo e, que não poderia passar informações a respeito do caso. 

O Conselho Regional de Medicina do Paraná (CRM-PR) apontou que acompanha o caso e aguarda o recebimento de informações oficiais das autoridades e instituições competentes para a devida análise. 

O órgão também indicou que caso sejam identificados indícios de infração ao Código de Ética Médica, será instaurada sindicância para apuração dos fatos, observando-se o sigilo processual e assegurando às partes envolvidas o direito ao contraditório e à ampla defesa, nos termos do Código de Processo Ético-Profissional (Resolução CFM nº 2.306/2022).   

A defesa de Rodrigo, através de Manoel Neto, informou à CNN Brasil que o médico nega todas as acusações e que considera desproporcional a decretação da prisão preventiva, diante das circunstâncias concretas do caso e da ausência dos requisitos que a justifiquem. 

O advogado informa que já adotou as medidas judiciais quanto à revogação da prisão e ao restabelecimento da liberdade do investigado, confiando que os fatos serão analisados com a necessária imparcialidade e observância das garantias constitucionais.

*Sob supervisão de AR.



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