O sódio pode se tornar um dos principais protagonistas da próxima geração de baterias. Segundo o relatório do Morgan Stanley, o mercado relacionado à tecnologia pode movimentar cerca de US$ 800 bilhões até 2035, com potencial para representar quase 40% do mercado global de baterias.
Hoje, o lítio domina esse segmento, impulsionado principalmente pela demanda por veículos elétricos e sistemas de armazenamento de energia.
Porém, a maior disponibilidade de sódio no planeta tem despertado o interesse da indústria, apesar de a tecnologia ainda apresentar menor capacidade de armazenamento de energia em comparação ao lítio.
Para Thiago Godoy, educador financeiro e apresentador do Resenha do Dinheiro, a abundância do mineral pode acelerar sua adoção nos próximos anos.
A busca por novas tecnologias ocorre em meio à necessidade de encontrar alternativas para atender à crescente demanda global por energia e eletrificação.
Segundo Marilia Fontes, sócia-fundadora da Nord Investimentos, empresas e investidores têm direcionado esforços para soluções capazes de superar os desafios energéticos das próximas décadas.
“O mercado está buscando soluções para as restrições que veremos no futuro. A bateria de sódio é uma dessas alternativas e chama atenção justamente por ser uma tecnologia diferente do padrão atual”, diz.
O desenvolvimento de novas tecnologias para armazenamento de energia também tem sido puxado pelo setor privado, em um movimento diferente de outras transições energéticas.
“Grande parte dessa demanda por energia elétrica e por carros elétricos vem sendo impulsionada pelas empresas privadas, que conquistam os consumidores e fazem esse mercado crescer”, observa Bernardo Pascowitch, fundador e CEO do Yubb.
Além das mudanças na indústria, a tendência também pode abrir espaço para novas oportunidades de investimento. Empresas de energia, fabricantes de baterias, mineradoras e companhias de infraestrutura ligadas à transição energética estão entre os setores que podem se beneficiar do avanço dessas tecnologias.
Thiago destaca que investidores podem acessar esse movimento por meio de ETFs e empresas listadas em bolsa.
Pascowitch avalia que, diante da dificuldade de identificar qual tecnologia será vencedora, investir na infraestrutura que sustenta esse mercado pode ser uma estratégia mais eficiente.
“Em vez de tentar escolher quem vai fabricar a melhor bateria, faz mais sentido olhar para as empresas que fornecem a infraestrutura e a tecnologia que sustentam todo esse ecossistema”, aconselha.
Marilia acrescenta que tecnologias emergentes também podem representar oportunidades antes de alcançarem os elevados níveis de valorização observados em empresas já consolidadas.
“Investir em uma tese que ainda está no início pode significar acessar empresas antes da euforia do mercado, embora isso também envolva riscos maiores”, diz.
Resenha do Dinheiro
Realizado com o apoio da B3 e da gestora de investimentos BlackRock, o programa é apresentado por Thiago Godoy, o “Papai Financeiro”, Marilia Fontes, sócia-fundadora da Nord Investimentos; Bernardo Pascowitch, fundador e CEO do Yubb e propõe uma abordagem leve, direta e descomplicada sobre temas ligados a educação financeira e investimentos. A atração aborda semanalmente os principais temas da economia com a informalidade de uma conversa entre amigos — sem abrir mão da análise.
A Resenha do Dinheiro vai ao ar todas as sextas-feiras, às 19h, no canal do CNN Money no YouTube e aos domingos, às 15h, na CNN Brasil.