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O mercado de cannabis medicinal no Brasil deve movimentar R$ 971 milhões em 2025, mostram dados do Anuário de “Mercado Growshops, Headshops e Marcas 2025” da consultoria Kaya Mind.

Caso a projeção se confirme, será uma alta de 8,4% em relação a 2024, impulsionado pelo aumento do número de pacientes e pela diversificação dos canais de acesso.

De acordo com o levantamento, o país registra 873 mil pessoas em tratamento com cannabis medicinal, que têm acesso aos medicamentos por três vias: 354 mil via importações (40,55%), 293 mil via farmácias (33,6%) e 226 mil atendidas por associações (25,85%).

Em 10 anos, o poder público já destinou R$ 377,7 milhões para o fornecimento desses produtos, segundo dados do anuário. Há 27 hectares de plantio em atividade mapeados pela consultoria.

O estudo indica que 85% dos municípios brasileiros já registraram ao menos um paciente tratado com cannabis medicinal desde 2019. Já o número de profissionais que prescreveu o tratamento ultrapassa 55 mil.

Ao todo, 68 empresas já protocolaram 210 pedidos de Autorização Sanitária pela RDC 327/19. Já houve 24 aprovações até o momento.

Pesquisa da Embrapa

A Diretoria Colegiada da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) uma autorização excepcional para que a Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) realize pesquisas sobre o cultivo da planta Cannabis sativa. Apesar da decisão, nenhum produto resultante das pesquisas poderá ser comercializado.

Segundo a Anvisa, a partir da autorização, a Embrapa poderá apenas enviar o material vegetal não apto à propagação para outras instituições de pesquisa devidamente autorizadas.

Antes de iniciar os estudos com Cannabis sativa, a Embrapa será submetida a uma inspeção presencial da Anvisa. Além disso, a empresa terá que cumprir uma série de requisitos para garantir segurança e controle do material. Após o processo, a agência poderá solicitar ajustes adicionais.

A autorização permite que a empresa desenvolva três linhas principais de estudo:

  • Conservação e caracterização de germoplasma da planta, isto é, o material genético da planta, fundamental para estudos e melhoramento genético (Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia);
  • Bases científicas e tecnológicas para cannabis medicinal (Embrapa Clima Temperado);
  • Pré-melhoramento de cânhamo para fibras e sementes (Embrapa Algodão).

Ao solicitar a autorização para realizar a pesquisa, a Embrapa citou o crescente interesse mundial na Cannabis, levando em consideração os impactos econômicos, sociais, ambientais e medicinais da planta. Além disso, a empresa justificou estar preparada para cumprir todas as exigências técnicas e de segurança definidas pela Anvisa.

Na avaliação do diretor da Quinta Diretoria da Anvisa, Thiago Lopes Cardoso Campos, a autorização concedida à Embrapa reforça o compromisso da agência com a ciência, a inovação e a segurança sanitária.

De acordo com o diretor, as pesquisas voltadas a desafios reais do país são essenciais para gerar tecnologia própria, reduzir dependências externas e aumentar a capacidade do Brasil de competir globalmente.

“É a ciência quem deve guiar o país. Essa autorização permite que o Brasil produza conhecimento próprio, fortaleça sua autonomia tecnológica e cumpra seu dever com a saúde pública e o desenvolvimento nacional”, disse.



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