O ministro da SRI (Secretaria de Relações Institucionais) da Presidência da República, José Guimarães (PT-CE), saiu em defesa do líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), e disse que o Planalto não irá “botar nada para debaixo do tapete”.
Em uma agenda em Sergipe, Guimarães disse que o governo recebe com absoluta tranquilidade e naturalidade a operação Compliance Zero, da PF (Polícia Federal), que teve Jaques como principal alvo.
“Recebemos com absoluta tranquilidade. O caso Master é do governo anterior. Não tem nada a ver com o nosso governo. O governo anterior é o grande responsável, e nós queremos que as investigações aconteçam com todo o rigor. A Polícia Federal tem autonomia para investigar, apurar tudo. Queremos que as apurações sejam feitas, doa a quem doer”, disse.
Guimarães não quis comentar sobre a possibilidade de saída de Jaques Wagner da liderança do governo, por entender que não é um tema do momento e por se tratar de um assunto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Segundo ele, Jaques tem a confiança do partido e terá espaço para se explicar.
“Com relação ao nosso senador Jaques Wagner, que é um companheiro em quem eu tenho a maior confiança, ele terá todo direito e a nossa proteção para ele se explicar e dar a versão dele sobre esse fato. O Banco Master, esse escândalo financeiro que aconteceu no país, tem DNA do governo anterior, da turma do Bolsonaro”, afirmou Guimarães.
O ministro disse ainda que a preocupação do Planalto no Congresso é votar as matérias que são de interesse no Brasil, como o fim da escada 6×1, a PEC da segurança e o projeto de lei que trata de terras raras e minerais críticos.
“Nada vai atrapalhar o nosso caminho de votar as matérias de interesse no Brasil e fazer as entregas até o dia 3 de julho”, afirmou.
Guimarães também negou qualquer vínculo entre o governo e a viabilidade de interesses do Master no Congresso.
“O governo não tem nada a ver com projetos que tramitaram ou na Câmara ou no Senado. Se eventuais facilidades foram feitas, não foram orientação do nosso governo. Nosso governo tem uma orientação clara: apura-se tudo, doa a quem doer”, disse.