Nico Ali Walsh, neto do lendário Muhammad Ali e boxeador profissional, criticou nesta quarta-feira (22), em audiência no Senado dos Estados Unidos, uma possível reformulação do sistema que regula o boxe no país.
A discussão gira em torno da Lei de Reforma do Boxe Muhammad Ali, em vigor desde 2000, que busca proteger lutadores de práticas exploratórias e conflitos de interesse.
A audiência ocorreu um mês após a Câmara dos Representantes aprovar o Muhammad Ali American Boxing Revival Act. Caso sancionada, a proposta permitiria a criação de uma entidade única responsável por promoção, rankings, títulos e sanções no boxe profissional.
O arcabouço atual tem origem no Professional Boxing Safety Act, aprovado há cerca de 30 anos, e reforçado posteriormente pela Lei Muhammad Ali. Juntas, as medidas – conhecidas como Ali Act – foram criadas para reduzir conflitos de interesse no mercado e ampliar o poder de negociação dos atletas.
Durante a audiência, Walsh destacou que o princípio central da legislação é impedir que aqueles que controlam os lutadores também controlem todo o mercado em que eles atuam.
O ex-campeão mundial Oscar De La Hoya também participou da sessão e reforçou a posição contrária à reforma. Segundo ele, muitos lutadores entram no esporte jovens e sem recursos e, ao assinarem contratos desfavoráveis, enfrentam dificuldades para reverter a situação – cenário que, na sua visão, justifica a manutenção da lei atual.
Por outro lado, o presidente da WWE e membro do conselho do TKO Group, Nick Khan, manifestou apoio ao projeto. A proposta prevê a criação de um novo sistema centralizado alternativo para o boxe profissional, chamado Unified Boxing Organizations.