O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) abre uma nova frente de tensão com os Estados Unidos. Lula decidiu revogar o visto do conselheiro do presidente americano, Donald Trump, que viria ao Brasil nos próximos dias e avisou: ele não entra no país enquanto Washington não devolver o visto do ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

Darren Beattie faz parte da ala mais ideológica do governo Trump, ligada ao movimento “MAGA” (Make America Great Again) e com diálogo direto com o bolsonarismo. É justamente esse grupo que nunca engoliu a tal química entre Trump e Lula.

Em Washington, o grupo de Beattie defende mais pressão sobre o Brasil e critica abertamente o STF (Supremo Tribunal Federal), especialmente Alexandre de Moraes, que chegou a autorizar uma visita dele a Jair Bolsonaro e depois voltou atrás.

A Casa Branca já vinha provocando Brasília com a história das facções criminosas e com novas investigações comerciais. No Palácio do Planalto, há também um receio de interferência externa na disputa eleitoral de outubro.

Por isso, a decisão de Lula de barrar o enviado de Trump pode abalar um equilíbrio já frágil, que mistura relação entre governos, conflito ideológico e a política brasileira.

 



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