Nos próximos dias, os termômetros na capital norte-americana podem ultrapassar os 41º C – temperatura recorde em Washington, D.C., registrada apenas duas vezes na história: em 1918 e 1930.
O calor extremo fez com que a polícia do Capitólio cancelasse a participação do público no ensaio desta quinta-feira (2) do Capitol Fourth, tradicional show do Dia da Independência que acontece todos os anos no gramado do Capitólio.
A preocupação, agora, é com os eventos marcadas para o sábado (4) em comemoração aos 250 anos de Independência dos Estados Unidos. A Casa Branca preparou shows e discursos que devem acontecer durante todo o dia em um palco a céu aberto, no National Mall.
Mas enquanto alguns eventos correm o risco de serem adiados ou cancelados, o presidente norte-americano, Donald Trump, indicou que seu discurso pode ser mais longo justamente por causa do calor. “No 4 de julho vai estar um calor de 41º C, e eu vou fazer um discurso bem longo só para provar que eu posso fazer qualquer coisa”, declarou no início da semana durante um evento na Dakota do Norte.
A onda de calor atinge boa parte da costa Leste dos Estados Unidos. Às dez horas da manhã desta quinta, termômetros marcavam mais de 37º C em todas as grandes cidades de Washington, D.C., até Nova York.
Nestas cidades, algumas empresas estão pedindo para que funcionários trabalhem de casa e emitindo alertas para que as pessoas evitem ficar fora de ambientes climatizados.
Uma das preocupações é com a capacidade das redes elétricas em meio a tantos aparelhos de ar-condicionado ligados ao mesmo tempo, o prefeito de Nova York, Zohran Mamdani, causou polêmica ao pedir para que todos na cidade mantivessem os aparelhos nos 25 graus para conservar energia.