Personagem central de mais uma fase da Operação Compliance Zero da Polícia Federal, o ex-presidente do BRB Paulo Henrique Costa vinha desde o fim do ano passado tentando se descolar da crise do Banco Master.
Fontes ligadas ao executivo contam que ele submergiu assim que tomou conhecimento da prisão de Daniel Vorcaro, embora insistisse para pessoas próximas que teria sido pego de surpresa pelo escândalo.
Em novembro do ano passado, Paulo Henrique Costa já havia sido de busca e apreensão. Na época, o executivo estava em uma viagem aos Estados Unidos. Mas as especulações de que ele poderia não retornar ao Brasil foram rapidamente esvaziadas.
Tendo sido afastado do cargo e posteriormente substituído, o ex-presidente do BRB preferiu se manter discreto a partir dali. Os relatos dão conta de que ele teria evitado qualquer contato com agentes ligados ao BRB e ao Master.
A decisão do ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), que autorizou a prisão de Costa nesta quinta-feira (16) aponta o pagamento de propina de mais de R$ 146 milhões, mascarada como venda de imóveis de luxo.
A decisão de Mendonça também fortalece a tese de que Vorcaro operava uma organização criminosa de alta complexidade, com ramificações profundas no meio político.