O presidente do PT, Edinho Silva (PT), defendeu nesta quarta-feira (25) a federação do partido com o PSOL como forma de manter a unidade do campo da esquerda em torno de temas prioritários para o governo, como o fim da escala 6×1.

“Não podemos permitir que seja enfraquecida a agenda do fim da jornada 6×1, da tarifa zero, da transição energética, do avanço da reforma da renda, da reforma política, da segurança pública em outra perspectiva, da universalização da educação integral, do funcionamento do SUS. O que estamos propondo ao PSOL é uma federação que se mova por uma agenda para o Brasil, sem que o partido perca sua autonomia”, afirmou Edinho.

O presidente do PT cita ainda que a aliança pode fazer frente a movimentos semelhantes à direita. A declaração foi dada após um almoço com lideranças do PSOL.

“A direita está se organizando em federações, temos que fazer o mesmo, a história exige esse movimento”, completou Edinho Silva.

A CNN apurou, com fontes ligadas às duas legendas, que a ideia tem o aval do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que pode entrar em campo se a negociação esbarrar em resistências internas. O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, também apoia a proposta.



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