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A ofensiva contra o PCC e sua operação transnacional ganhou uma nova dimensão. De um lado, os Estados Unidos usam a classificação da facção como organização criminosa para aplicar sanções financeiras. Do outro, o Brasil tenta preservar sua própria estratégia de investigação.

O problema é que as duas frentes começaram a se chocar.

A operação da Polícia Federal contra pessoas e empresas ligadas ao PCC acontece dois dias depois das sanções anunciadas pelos EUA. Segundo a própria PF, a divulgação das medidas americanas atrapalhou a investigação e permitiu a fuga de um dos principais alvos.

A questão agora é se a cooperação entre os dois países está dando lugar a estratégias paralelas no combate ao crime organizado.

Se isso acontecer, há dois riscos. O primeiro é comprometer investigações e dar vantagem aos criminosos. O segundo é transformar o combate ao PCC em mais um capítulo da tensão entre o presidente Luiz Inácio Lulda da Silva (PT) e o presidente americano, Donald Trump.

E, quando a geopolítica passa a ditar o ritmo das operações policiais, o crime pode sair ganhando.



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