O ex-deputado federal Alexandre Ramagem (PL) afirmou neste domingo (5) que nunca teve contato com o bicheiro Adilson Oliveira Coutinho Filho, o “Adilsinho”, apontado como chefe da máfia do cigarro no Rio.

“Não conheço, nunca tive contato. É muito fácil botar meu nome numa lista, é muito fácil querer fazer perseguição. Não tenho vínculo nenhum com bicheiro, com ninguém. Estou aqui nos Estados Unidos mostrando as ilegalidades do governo Lula, do Judiciário e da cúpula da Polícia Federal”, disse Ramagem à CNN, ao ser questionado no intervalo do jogo Brasil contra a Noruega em Nova York, no estádio em New Jersey.

O ex-deputado foi mencionado na lista apreendida na 5a fase da operação Unha e Carne, deflagrada na última quinta-feira (02).

Ramagem disse não saber o motivo de seu nome ser citado na investigação. “Olha, é muito difícil. Se botaram o nome do Felipe Martins aqui nos Estados Unidos, imagina botar meu nome numa planilha”, afirmou acrescentando que a citação “foi uma surpresa.”

O ex-deputado foi condenado a 16 anos de prisão pelo STF por tentativa de golpe de Estado. Ele deixou o Brasil antes do fim do julgamento e se encontrava foragido nos Estados Unidos. Em abril deste ano, Ramagem foi preso pelo ICE, a polícia de imigração dos EUA, em Orlando, por problemas de visto.

Questionado sobre a prisão e a situação nos Estados Unidos, ele classificou o episódio como uma perseguição. “Isso também é perseguição. Estou com meu procedimento de asilo político em andamento e o Brasil, a Polícia Federal e o Judiciário não querem que a extradição seja verificada, porque é fácil demonstrar a perseguição”, afirmou.

Ramagem acusou a PF e o Judiciário de fazer um conluio para deporta-lo do país. “Eles quiseram armar, junto à imigração americana, uma falsidade para me deportar, mas o adido da Polícia Federal acabou expulso dos Estados Unidos.”

Ele estava acompanhado de sua Rebeca Ramagem, durante a partida contra a Noruega. Rebeca confirmou à CNN que está se descompatibilizando do cargo como procuradora do Estado de Roraima para se candidatar às eleições deste ano.

Rebeca afirmou ainda que ela gostaria de voltar ao Brasil, mas teme ser presa pelo juiz Alexandre de Moraes como forma de isca, para atrair seu marido a retornar ao país.

Ela disse que ela, Ramagem e as filhas de 15 e sete anos sentem muita saudade do Brasil e sonham em retornar ao país. Atualmente, a família vive em Orlando, na Flórida.



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