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O governo enfrenta dificuldades para convencer ONGs e movimentos sociais a apoiarem o Fundo Florestas Tropicais para Sempre, ou TFFF, na sigla em inglês (Tropical Forest Forever Facility).

O fundo será apresentado ao longo desta quinta-feira a chefes de Estado e de governo mundiais como uma das principais soluções brasileiras para manter as florestas em pé e é considerado, como mostrou a CNN Brasil, o termômetro do sucesso do governo na COP.

Para além das dificuldades de conseguir o aporte planejado de US$ 25 bilhões, o governo brasileiro enfrenta a rejeição de ONGs e de movimentos sociais à proposta.

Mais de cem organizações brasileiras e internacionais fazem circular em Belém um abaixo-assinado intitulado “Não ao TFFF, sim ao direito das florestas”.

Na lista estão entidades representativas e tradicionais nos debates sobre os rumos da Amazônia e do meio ambiente, como a Rede de Trabalho Amazônico (GTA), a UFRJ, a Comissão para Ecologia Integral e Mineração da CNBB, o Conselho Indigenista Missionário (CIMI), além de organizações internacionais oriundas justamente de países com os quais o governo brasileiro tem negociado aportes, como a Protect the Forest (Suécia), Shifting Advocacy (Alemanha), Earth Thrive (Reino Unido) e Ei polteta tulevaisuutta (Finlândia).

À CNN Brasil, um dos coordenadores do documento, Pedro Ivo Batista, explicou os motivos da rejeição: “O Brasil entra na COP com uma solução paliativa de mercado. É uma falsa solução, cara e sem participação pública, que não vai resolver os problemas e que vai endividar quem for usá-la”, disse à CNN Brasil.

Pedro Ivo, filiado à Rede — mesmo partido de Marina Silva — escreveu artigo recente intitulado “TFFF: A Nova Fantasia Financeira do Colapso Climático”.

Nele, afirma que o fundo “como panaceia ao desastre climático não é apenas um equívoco técnico: é uma armadilha política e ideológica”, pois “representa a face mais perigosa do capitalismo verde, uma emboscada que pretende canalizar o colapso em benefício dos mesmos atores que causaram a crise”.

E lista os motivos: “Primeiro, o valor adotado — US$ 4 por hectare — é ridículo diante da escala dos serviços ecossistêmicos que se pretende monetizar.Segundo, o TFFF não propõe transferir recursos diretamente às comunidades, povos indígenas ou movimentos que guardam as florestas.Terceiro, os retornos esperados estão mergulhados em incerteza. Quarto, ao operar com uma lógica bancária, o TFFF cria novas dívidas ou obrigações. Quinto, o TFFF faz parte de uma estratégia mais ampla de despolitização das soluções climáticas, ao transformar o problema em uma ‘falha de mercado’ que poderia ser corrigida com instrumentos financeiros.”

De acordo com ele, o grupo prepara uma proposta a ser apresentada durante a COP como alternativa ao TFFF.



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