Sequestrado relata momentos de tensão e diz que disputa por dívida motivou ação em Cascavel

A vítima do sequestro registrado nesta segunda-feira (30) trouxe novos detalhes sobre o caso e afirmou que tudo começou em Cascavel, e não em Toledo como inicialmente se imaginava.

Segundo o homem, ele estava em uma oficina na Avenida Piquiri, em Cascavel, quando foi surpreendido. Ele contou que havia ido ao local para buscar uma ferramenta e fazer um orçamento em seu veículo, já que trabalha com construção de casas de madeira.

De acordo com o relato, o filho de um dos suspeitos teria estacionado uma caminhonete atrás do carro da vítima e acionado o pai. Cerca de 10 minutos depois, o homem chegou ao local, o abordou de forma agressiva e o retirou do veículo.

“Ele me puxou pelo colarinho e mandou eu sair do carro, dizendo que o carro era dele. Eu tentei conversar, disse que a gente precisava acertar a situação, mas ele não quis diálogo”, relatou.

Sequestro em Toledo termina com suspeitos presos na BR-163 em Cascavel

A vítima explicou que havia prestado serviços anteriormente para o suspeito, incluindo a construção de diversas casas, e que o veículo em questão teria sido pego como forma de pagamento, mas sem transferência oficial. O desacordo financeiro seria a motivação da ação.

Após a abordagem, os suspeitos colocaram o homem no carro e, antes de seguir viagem, deixaram a esposa dele em casa. Foi nesse momento que a mulher conseguiu acionar familiares.

O filho da vítima e outros parentes passaram a seguir o veículo pela BR-163, sentido Cascavel, até encontrarem uma equipe da Polícia Rodoviária Federal. Os agentes foram informados sobre o sequestro e conseguiram abordar o carro pouco depois, nas proximidades do distrito de Sede Alvorada.

Dentro do veículo estavam a vítima e dois homens, de 51 e 42 anos. Com eles, os policiais encontraram uma pistola calibre 22 com numeração raspada e cinco munições.

A vítima relatou que não sabia inicialmente que os suspeitos estavam armados, mas percebeu a gravidade da situação ao longo do trajeto.

“Sabe-se Deus o que eles iam fazer comigo. Depois que tudo aconteceu, eu comecei a chorar desesperado. Se a polícia não tivesse chegado, talvez eu não estaria aqui para contar essa história”, disse.

Familiares também falaram sobre o momento de desespero. Segundo eles, a esposa da vítima ligou pedindo ajuda e, mesmo diante do risco, decidiram seguir o carro dos suspeitos até conseguirem apoio policial.

“Foi um susto muito grande, mas graças a Deus deu tudo certo. Eles estavam armados e a gente correndo atrás, mas conseguimos encontrar a polícia”, afirmou um dos familiares.

Os dois suspeitos foram presos e encaminhados à delegacia. O caso segue sob investigação para esclarecer todos os detalhes e responsabilidades.

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Fonte: PARANAGOV

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