Anúncio


O Sudeste foi a região com o maior número de roubos de cargas no Brasil, com 68,1% dos casos, registrando a maioria dos prejuízos, em 2025. Mesmo com uma queda de 15% em relação a 2024, a localidade segue como líder nesse tipo de crime.

A CNN Brasil separou os principais detalhes de como os criminosos atuam no país, os principais alvos de roubos e os horários mais comuns em que os delitos acontecem. Entenda mapa criminal abaixo:

Perfil dos roubos

De acordo com um relatório realizado pela empresa nstech, no Sudeste, obtido em primeira mão pela CNN Brasil, as cargas fracionadas e as alimentícias foram os principais alvos em 2025, com quase 48% e um pouco mais de 27% dos casos, respectivamente.

Os estados de São Paulo e Rio de Janeiro são dominates no cenário de risco, com 44,2% e 37% dos prejuízos na região. Os números mostram que o problema aparece em locais de maior polo logístico, industrial e consumidor do país.

No Nordeste, o estudo aponta que a criminalidade passou de pontual para estrutural. Bahia, (28,4%), Maranhão (24,7%) e Pernambuco (23,8%) somaram mais de 75% dos prejuízos regionais, o que indicou concentração em estados com forte circulação logística, grandes extensões rodoviárias e papel relevante no abastecimento inter-regional.

Já no Norte, Pará (62,9%) e Tocantins (37,1%) concentraram as ações criminosas. O relatório aponta que, diferente de outras regiões, o risco no Norte é focado em cargas de altíssimo valor agregado. O segmento de eletrônicos, por exemplo, representou 25,8% das perdas. Outros produtos, como higiene e limpeza, e fracionados, ficaram abaixo dos 10%.

Cargas mais visadas

A carga fracionada segue como o principal alvo dos criminosos, em 2025, mesmo com uma leve queda nos números quando ao ano de 2024. Os dados sugerem uma possível transição do roubo de cargas mais genéricas e diversificadas para ações mais direcionadas.

Atrás desse segmento, o setor de alimentos passou a ser mais visado, com aumento de 20,1% para 26,5%. Em 2025, as cargas de maior valor agregado também tiveram participação relevante nos prejuízos. Os eletrônicos cresceram de 6,7% para 7,2% e ficaram na terceira posição.

Produtos como medicamentos dobraram o número de ocorrências, indo de 1,8% para 3,9%. Além disso, o setor siderúrgico teve aumento de 1,1% para 2,4%.

“Segmentos tradicionais perderam espaço, possivelmente devido ao aumento da complexidade operacional e à maior adoção de tecnologias de rastreamento e bloqueio nessas áreas. Categorias historicamente visadas, como combustível, pneus e eletrodomésticos, apresentaram retração no mapa de prejuízos em 2025, dando abertura para o crescimento de outras como bens essenciais e cargas de alto valor”, disse Maurício Ferreira, VP de Inteligência de Mercado da nstech.

Existe hora e local para o crime?

O relatório detalhou que o período noturno segue como o de maior risco para o transporte de cargas, com quase 31% dos casos.

Além disso, em 2025, na distribuição dos prejuízos por período do dia, a redução mais significativa ocorreu na madrugada, que caiu de 28,4% para 24,1%. Porém, a manhã registrou um aumento de roubos de carga, que subiu de 19,7% para 22,4%.

“Esses números indicam uma mudança estratégica dos criminosos, que passaram a agir mais em horário comercial, quando o fluxo de veículos de carga se intensifica, em vez de se exporem apenas durante a noite. Em uma análise geral, o risco se tornou mais bem distribuído ao longo das 24 horas do dia. Isso sugere que não há mais um “horário seguro”, completou o especialista.

Dias da semana

O estudo mostrou que o risco nas segundas-feiras caiu drasticamente, ao sair de 19,6% para 7,9%. Anteriormente, esse era o dia mais perigoso.

No lugar das segundas, as quintas-feiras assumiram a liderança e saírem de 17,1% para 21,6%. O domingo registrou um aumento significativo de risco e passou de 9,6% para 13,4%.

A análise apontou que os fins de semana são períodos de menor atividade criminosa e indicou que as quadrilhas passaram a “explorar as janelas de menor fiscalização e tráfego para agir”.

“Piratas do Asfalto”: adolescentes são apreendidos em operação na Grande SP

Trechos urbanos e rodovias

Outro indicativo analisado foram o dos trechos urbanos, que continuaram na liderança nos prejuízos por roubo de cargas em 2025. O destaque foi para RJ X RJ (23,9%), SP X SP (22,4%) e SP X RJ (17,2%), que concentrou mais de 63% do total.

No ano passado, a BR-101 ultrapassou a BR-116, rodovia com maior concentração de prejuízos do país em 2024. Os dois trechos foram a principal zona de risco rodoviário do Brasil.

Novas rotas críticas interestaduais também chamam atenção no estudo. A BR-010 saiu de 1,1% para 5,2%, e a BR-153 mais do que dobrou os números de casos, ao passar de 3,4% para 7,3%.



Source link

Últimas Notícias

plugins premium WordPress

MENU

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

Emocionada, população se prepara para assistir à inauguração da Ponte de Guaratuba

PAUTA DIA 2 – 11H30 – GOVERNADOR RATINHO JUNIOR LIBERA O TRÁFEGO DE AUTOMÓVEIS NA PONTE DE GUARATUBA

Governador destaca geração de empregos do Paraná na Festa do Trabalhador em Cascavel

Acesso para ciclistas e pedestres na Ponte de Guaratuba será liberado às 3h de sábado

Operários da Ponte de Guaratuba festejam entrega da estrutura no Dia do Trabalhador

Técnicos pedagógicos da SEED são capacitados em Inteligência Artificial

Governador nomeia novos secretários de Cidades, Turismo e Planejamento

Paraná planeja aporte de até R$ 350 milhões em fundo contra desastres ambientais

Em Londrina, 88 apartamentos de novo residencial são entregues com apoio do Estado

Projeto de gestão inteligente do lodo no tratamento de esgoto da Sanepar recebe prêmio nacional