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Reprodução instagran: Oto Vilson Tandler Paes

A Câmara de Vereadores de Cascavel teve mudança em sua composição nesta semana. O suplente Oto Vilson Tandler Paes, conhecido como Oto da Panificadora, tomou posse no Legislativo após o afastamento do vereador Carlos Xavier.

Xavier se licenciou do cargo para integrar a equipe do prefeito Renato Silva, assumindo a função de secretário-chefe da Casa Civil da Prefeitura de Cascavel. Com isso, conforme prevê a legislação eleitoral, o primeiro suplente do partido Republicanos foi convocado e empossado em cerimônia realizada no plenário da Câmara.

Empresário e líder comunitário, Oto da Panificadora, de 51 anos, também atua como presidente do bairro Paulo Godoy. Nas eleições municipais mais recentes, ele conquistou 956 votos, resultado que o colocou como primeiro suplente da sigla.

Durante o período em que permanecer no cargo, Oto deverá participar das discussões legislativas, analisar projetos em tramitação e encaminhar demandas da comunidade ao Poder Legislativo.

No sistema eleitoral brasileiro, o suplente de vereador funciona como uma espécie de “cadastro de reserva”. São candidatos que, apesar de não terem sido eleitos diretamente, obtiveram votação relevante e podem assumir o mandato em caso de licença, afastamento ou vacância do titular.

Nos bastidores da política local, entretanto, já existem articulações dentro do Republicanos para que a vaga seja ocupada por outro suplente após um período aproximado de 30 dias. Caso isso se confirme, quem deverá assumir a cadeira é Carlinhos Oliveira, que recebeu 1.887 votos nas eleições.

Outro ponto que ainda permanece em aberto diz respeito à liderança do governo na Câmara. Antes de se licenciar, Carlos Xavier também exercia a função de líder do governo no Legislativo, posição responsável por defender os interesses do Executivo dentro do parlamento municipal. Até o momento, o prefeito Renato Silva ainda não anunciou quem ocupará o cargo.

Opinião

A posse de suplentes no Legislativo é algo natural dentro do sistema democrático. Em muitos casos, trata-se de uma oportunidade para candidatos que não alcançaram a eleição direta, mas que obtiveram votações expressivas nas urnas. Dar espaço para esses nomes também é uma forma de valorizar a participação política e ampliar a representação da população dentro da Câmara.

Dr. Edson Tiago Dutra
Advogado e Colunista – Portal 24 Horas

Fonte: PARANAGOV

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