Tidas como duas peças fundamentais da estratégia eleitoral do PT em São Paulo, Marina Silva (Rede) e Simone Tebet (MDB) estão em modo de espera. As duas ministras aguardam um sinal do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), para decidirem se seguirão adiante com os planos de trocarem de partido para disputar as eleições deste ano.

Como a CNN revelou no fim do ano passado, Tebet e Marina negociam há meses a formação da chapa que será encabeçada por Fernando Haddad ao governo de São Paulo. A ideia é dar mais tração à empreitada do ministro da Fazenda ao Palácio dos Bandeirantes, que tem Tarcísio de Freitas (Republicanos) como amplo favorito.

Mas o foco principal é construir um palanque forte para Lula no maior colégio eleitoral do País.

Marina, como também antecipou a CNN, cogita deixar a Rede Sustentabilidade, podendo se filiar novamente ao PT. PSOL e PSB também estão no radar da ministra, que deseja disputar o Senado.

Parte do PT tenta emplacar a ideia de uma candidatura de Marina à Câmara, mas ela tem rejeitado essa alternativa. Marina, segundo interlocutores, ainda espera para uma conversa com Lula.

Já Simone Tebet, hoje no MDB, teria como destino mais provável o PSB, segundo as conversas mais recentes sobre o assunto. A ministra já esteve com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mas, de acordo com o âncora do Bastidores CNN, Gustavo Uribe, deve ter mais uma conversa com o petista.

A decisão de Haddad de aceitar a missão em São Paulo era o maior entrave para a definição da chapa, mas não o único. A definição do papel de Geraldo Alckmin na eleição também impacta na estratégia em São Paulo.

Caso o ex-tucano seja preterido no desejo de continuar na vice de Lula, uma possibilidade seria uma candidatura ao Senado, o que levaria a um redesenho da chapa.

Alckmin, de qualquer forma, terá um papel importante na campanha paulista, na esperança de transferir parte de seus próprios votos no Estado para o ministro da Fazenda.

Haddad ainda evita confirmar publicamente a candidatura, mas já avisou que deixará o ministério da Fazenda nos próximos dias. O ministro, segundo aliados, deve tirar alguns dias de descanso antes de embarcar na corrida estadual.

Ainda é incerto dentro do PT se a chapa será definida antes ou depois da saída do ministro do governo.



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